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Marina Silva diz que acusações de Aécio Neves são maliciosas

Marina diz que acusação de plágio por Aécio é “maliciosa” e “eleitoreira”

fonte: Terra Magazine

Atualizado: Quarta-feira, 3 Setembro de 2014 as 10:14

Acusada de plágio pelo presidenciável Aécio Neves (PSDB), a candidata Marina Silva (PSB) emitiu nota oficial nesta quarta-feira (03) chamando de “maliciosas” e "eleitoreiras" as acusações feitas pela campanha do tucano.

Segundo Aécio, o programa de governo de Marina Silva teria plagiado "ipsis litteris" o 2o Plano Nacional de Direitos Humanos, sancionado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002. O tucano diz que o plano de governo de Marina copiou trechos inteiros do documento.

Na nota, Marina Silva admite a cópia de alguns itens do 2o PNDH e diz que ela se dá porque o plano de governo do PSB foi “construído com a participação da militância em direitos humanos e, naturalmente, incorpora essas conquistas e propostas que fazem parte do patrimônio coletivo das lutas do nosso povo”:

“As sucessivas edições do Programa Nacional de Direitos Humanos (versões de 1996, de 2002 e de 2010) consolidaram diretrizes, objetivos estratégicos e ações programáticas que representam o acúmulo das reflexões do conjunto do Movimento Nacional de Direitos Humanos; Pretender invocar autoria ou monopólio sobre essas propostas nada mais significa do que tentar instrumentalizar eleitoralmente a luta da militância do movimento de direitos humanos”, diz a nota de Marina Silva.

A presidenciável do PSB acusa Aécio de tentar manipular eleitoralmente a questão dos Direitos Humanos para criar fatos novos na campanha e diminuir os efeitos da subida da candidata nas pesquisas:

“Os que incorrem nesta tentativa de manipulação eleitoreira desnudam-se em sua falta de vínculos com o movimento de direitos humanos que já foi capaz de produzir tantos avanços para o povo brasileiro. Tentam fulanizar e partidarizar conquistas tanto quando estavam no governo quanto agora que se encontram na oposição; Essas conquistas e bandeiras não são de partidos ou personalidades. Pertencem ao povo brasileiro e vão ter continuidade no futuro governo da Coligação Unidos pelo Brasil. Por isso, nosso programa de governo expressa o compromisso com o grande acúmulo de reflexões dos movimentos sociais que representam a fonte de tantos avanços para a afirmação da plena da cidadania do povo brasileiro”, declarou Marina Silva.

Para o candidato Aécio Neves, entrentanto, a cópia de itens do plano de governo de FHC na área de Direitos Humanos é sinônimo de "improvisação" da campanha de Marina Silva:

“O capítulo de Direitos Humanos da candidata Marina no programa de governo é uma copia ipsis litteris, fiel, do PNDH feito no governo Fernando Henrique. Não teve sequer o trabalho de alterar palavras. A evolução é positiva, mas é importante que se dê o crédito aos verdadeiros autores. É só mais uma sinalização do improviso que ronda essa candidatura”, afirmou Aécio nesta terça, em coletiva de imprensa ao lado de FHC em São Paulo.

Essa é a segunda crise enfrentada pela campanha de Marina Silva desde sexta-feira (29), data que a candidata divulgou o plano de governo do partido.

A primeira diz respeito a itens que defendiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que foram retirados da proposta original no sábado (30), menos de 24 horas depois do lançamento do programa, supostamente por pressões de grupos religiosos liderados pelo Pastor Silas Malafaia.

A campanha de Marina nega que a pressão de pastores evangélicos tenha levado ela a alterar o texto sobre a comunidade LGBT e diz que um erro processual levou a alteração dos itens.

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