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Amigos de garoto morto na USP oferecem R$ 10 mil reais para quem ajudar a desvendar o crime

Corpo de Victor Hugo Santos foi encontrado na terça, na Raia Olímpica. Jovem desapareceu no sábado durante festa na Cidade Universitária.

fonte: Globo.com

Atualizado: Sexta-feira, 26 Setembro de 2014 as 3:46

Amigos do estudante do Victor Hugo Santos, de 20 anos, oferecem R$ 10 mil para quem der informações para quem desvendar a morte do jovem. O corpo do rapaz foi encontrado na manhã de terça-feira (23), na Raia Olímpica da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo.

O jovem foi visto pela última vez por volta das 4h30 de sábado (20) durante festa dos 111 anos do Grêmio Politécnico, no Velódromo da USP.

Amigos disseram que se cotizaram para arrecadar o dinheiro e o entregaram para o advogado que defende a família do jovem, Ademar Gomes.
Por causa da morte, a Escola Politécnica decidiu proibir festas por tempo indeterminado. Em nota, a faculdade afirma que o veto ocorreu "tendo em vista os episódios recorrentes de violência e dano ao patrimônio público registrados em festas de alunos”.

Mistério
As lesões no corpo do estudante levam a Polícia Civil a suspeitar que ele possa ter sido arrastado e agredido no caminho do velódromo até a raia olímpica. “A vítima estava em decúbito dorsal, apresentando escoriações de aparente arrasto no lado esquerdo da face, no nariz, na parte esquerda do lábio inferior e nos cotovelos. Também foi observado um pequeno edema no olho direito. O corpo não apresentava inchaço ou rigidez cadavérica”, relatou o delegado Camilo Pastor Veiga, do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Uma testemunha disse que treinou normalmente no sábado, domingo e na segunda-feira  e que percorreu a raia olímpica sem verificar nada de anormal. Segundo essa testemunha, durante esse período cento e vinte pessoas passaram pelo local.

O SPTV conversou com especialista em medicina legal, que explicou que o corpo afunda em um primeiro momento por causa do peso e da densidade da água. E só volta para a superfície quando começa a entrar em decomposição e vai inchando. Esse processo leva entre dois e três dias ou até mais em alguns casos.

A diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Elisabete Sato, afirmou que vai ser apurado se houve crime ou morte acidental. Peritos disseram que o corpo em uma primeira análise não apresentava sinais de afogamento e nem de lesões, apenas algumas escoriações. Os policiais vão investigar agora a quantidade de bebida alcoólica ingerida e ainda se o rapaz usou drogas.

Em depoimento à polícia, o pai do estudante disse que ficou sabendo por amigos que o filho estava com drogas no dia da festa, mas não sabe se as usou.Segundo José Carlos Simon Farah, diretor-técnico do Cepeusp e professor de remo, não há possibilidade de que
o corpo tenha caído em um córrego perto da USP e tenha sido levado pela correnteza até a raia olímpica. Ele afirma que a única maneira de chegar à raia seria pular o portão de acesso, que estaria fechado durante a festa. Alunos, porém, afirmaram que é possível entrar por um espaço em uma lateral do portão.

 

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