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Após 17 horas de rebelião, presos libertam reféns e encerram rebelião em Maringá

Motim chegou ao fim por volta das 10h30 desta segunda-feira (20). Rebelião teve início no domingo (19); dois agentes eram mantidos reféns.

fonte: Globo.com

Atualizado: Segunda-feira, 20 Outubro de 2014 as 12:36

Após 17 horas, a Secretaria Estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) anunciou o fim da rebelião na Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), no norte do Paraná. O motim começou na tarde de domingo (19) e terminou por volta das 10h30 desta segunda-feira (20). Os dois agentes penitenciários que eram mantidos reféns foram liberados, de acordo com a Polícia Militar (PM). Eles receberam atendimento médico no local, mas não estão feridos, ainda conforme a polícia.

O diretor da PEM, Vaine Gomes, informou que outros dois agentes que estiveram no local no início do motim tiveram ferimentos leves. Gomes disse ainda que os presos reivindicavam as transferências para outras unidades. "Alguns são daqui de Maringá mas não queriam ficar na cidade, e solicitaram suas transferências para outras unidades. Reivindicavam também algumas questões jurídicas para progressão de benefício", explicou.

Ainda conforme o diretor da penitenciária, as primeiras informações são que quatro celas ficaram danificadas; A direção irá apurar se houve falha no sistema de segurança.
De acordo com a Seju, 20 presos serão transferidos, sendo 8 para a Região Metropolitana de Curitiba, 8 para Londrina e mais 4 para Foz do Iguaçu.
A secretaria informou que a confusão começou com um motim de sete presos, mas se estendeu ao longo das horas e outras celas do presídio foram abertas. A Seju informou que 57 presos ficaram rebelados.

Rebeliões constantes
O ano de 2014 tem sido marcado por diversas rebeliões no Paraná. Desde o início do ano,  presos se rebelaram 22 vezes em várias cadeias e penitenciárias do estado. O período mais violento foi entre agosto e setembro. Em menos de um mês, cinco motins foram registrados.

No fim de agosto, detentos da Penitenciária Estadual de Cascavel, no oeste do estado, fizeram um motim que durou 45 horas e deixou cinco pessoas mortas e muita destruição na unidade. O espaço não estava superlotado antes da rebelião, mas foi preciso transferir mais de 800 presos, devido à destruição das celas e corredores.

A última rebelião que ocorreu no estado foi no dia 13 de outubro na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), na região central, e durou 48 horas. Treze agentes penitenciários e diversos detentos foram feitos reféns. Ao todo, oito pessoas ficaram feridas, sendo cinco presos e três agentes penitenciários.

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