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Construtora instala peça metálica que desabou no estádio do Corinthian

Construtora instala peça metálica que desabou no estádio do Corinthians

Atualizado: Terça-feira, 11 Março de 2014 as 6

arena corinthians

Operação de instalação do módulo metálico, de 420 toneladas, contou com dois guindastes e durou seis horas (Foto: Marcos Favari / Odebrecht Infraestrutura)

A Odebrecht Infraestrutura concluiu nesta segunda-feira (10) a instalação do último módulo metálico da cobertura da Arena Corinthians, estádio de abertura da Copa do Mundo de 2014, sobre a arquibancada norte. A peça, de 420 toneladas, é a mesma que, em novembro do ano passado, desabou, deixando dois operários mortos e retardando a data de conclusão do estádio.

Desta vez, foram utilizados dois guindastes de alta capacidade na operação de colocação da peça, em um trabalho que durou mais de seis horas. Na tentativa anterior, foi utilizado um guindaste, que acabou cedendo no momento em que a peça estava sobre a arquibancada.

A queda do guindaste foi flagrada pelo arquiteto e urbanista Márcio Antônio Campos no dia 27 de novembro e o vídeo (confira acima)  foi publicado pelo VC no G1, o canal interativo do G1, no dia seguinte. O internauta participava de uma vistoria técnica horas antes do acidente junto com o arquiteto responsável pelo projeto do estádio.

Nos próximos dias, será realizado o trabalho de travamento da peça, na junção da cobertura norte com a leste. Em seguida, toda estrutura da cobertura norte começa a ser preparada para a retirada das torres de apoio provisórias que a sustentam.

Segundo a Odebrechet, a maioria dos 1.500 operários da obra concentra-se em serviços de acabamento. O gramado já está pronto, assim como os vestiários e a maior parte dos banheiros, camarotes, pisos, paredes e tetos. Os assentos permanentes já ocupam mais de 75% dos espaços a eles destinados, nas arquibancadas leste, oeste, norte e sul. A inauguração do estádio está previsto para o dia 15 de abril.

MAPA desabamento Arena Corinthians (28/11) (Foto: Editoria de Arte/G1)

'A viga começou a tremer'
Márcio Campos disse que ficou cerca de uma hora no local durante a vistoria à Arena Corinthians. Neste período, o arquiteto responsável apresentou todos os detalhes, as tecnologias usadas na obra", conta. Márcio saiu da construção e foi buscar o seu carro na rua atrás do estádio. Foi quando ele percebeu que a viga não estava em seu estado normal.

"Na hora em que eu fui para o carro para ir embora, vi que a viga começou a tremer. Como eu trabalho com perícia, sabia que tinha algo errado. Foi aí que tive a ideia de pegar a câmera para filmar", afirma o arquiteto.

"O que me chamou a atenção é que vi a viga balançando. Foi coisa de segundos. Em menos de um minuto, aconteceu o sinistro."

Depois da queda, Campos afirmou que tudo parecia uma cena de cinema. "Foi horrível, tinha um pessoal correndo, poeira, bombeiro indo prestar socorro. Eu tinha passado por lá cinco minutos antes. Saber que eu estava próximo dali foi assustador", conta.

O arquiteto afirma que "99% das pessoas que participaram da vistoria ao local [antes do acidente] estavam contentes, falando como era uma sensacional obra, feita com produtos de qualidade, um ótimo legado para o país", diz.

Como foi
O acidente aconteceu no início da tarde desta quarta-feira (27). Segundo a construtora Odebrecht, que lidera o consórcio que faz a obra, morreram no acidente os trabalhadores Fábio Luiz Pereira, de 42 anos, motorista e operador de guindaste do tipo munck da empresa BHM, e Ronaldo Oliveira dos Santos, 44 anos, montador da empresa Conecta.

A construtora explica em nota que pouco antes das 13h, o guindaste que içava o último módulo da estrutura da cobertura metálica do estádio tombou provocando a queda da peça sobre parte da área de circulação do prédio leste – atingindo parcialmente a fachada.

Segundo a empresa, a estrutura da arquibancada não foi comprometida. Um caminhão que estava nesta área externa foi atingido e o motorista que estava na cabine morreu. A outra vítima estava no túnel que dá acesso ao prédio Leste.

Falha humana, defeito no guindaste e instabilidade do terreno são as principais hipóteses investigadas pela Polícia Civil deSão Paulo para tentar encontrar a causa do acidente no estádio escolhido para sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014.

 

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