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Em Curitiba, 4 lanchonetes tinha 'delivery' de drogas

Ao todo,dez pessoas estão presas; usuários eram considerados vips. Encomenda era levada para a casa do usuário via motoboy.

fonte: Globo.com

Atualizado: Quinta-feira, 25 Setembro de 2014 as 4:13

A “Operação Salgueiro”, da Polícia Civil do Paraná, aponta que quatro lanchonetes de Curitiba ofertavam, além de refeições, o serviço de “delivery” de drogas. O cliente ligava para o estabelecimento, pedia sanduíches e também recebia em casa maconha e cocaína. A investigação, coordenada pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), durou sete meses e, ao todo, dez pessoas estão presas. Há ainda uma casa noturna, que ficava ao lado de uma das lanchonetes, que também vendia os entorpecentes para os frequentadores.

Segundo a polícia, as lanchonetes Opção Bar, Bar do Matozo, Bar do Amarelino e Waldo X-Picanha Prime praticavam a ilegalidade. O Waldo X-Picanha Prime, inclusive, foi alvo de uma ação da polícia na noite de quarta-feira (24). Cinco pessoas foram presas. A casa noturna citada pela polícia é a Purple Hills. Todos os estabelecimentos foram fechados, segundo a polícia. Os locais possuíam ainda pendências administrativas como irregularidades em relação à vigilância sanitária e problemas de alvará.

O primeiro local a ser fechado, segundo a delegada, foi o Opção Bar, em maio deste ano. Os outros lugares também entraram no esquema porque tinham envolvimento com o gerente do estabelecimento.  “A investigação começou a partir de denúncias da região central da capital, e os estabelecimentos, além de venderem seus lanches, eram utilizados como ponto de fachada para venda de droga”, disse a delegada Camila Cecconelo.

Segundo ela, as pessoas que faziam uso do “delivery” eram consideradas vips, porque tinham o contato pessoal com os donos dos estabelecimentos ou com a pessoa responsável. Cecconelo destacou ainda que os pedidos eram feitos por meio de códigos. As expressões utilizadas não foram divulgadas porque, segundo a polícia, a investigação tem trechos sigilosos.

"Os códigos deixavam bem claro que os clientes estavam pedindo, sim, a entrega de entorpecentes junto com o lanche. Então, era efetuado um pagamento de um valor maior pelo motoboy e esse dinheiro era repassado diretamente aos proprietários ou aos responsáveis pelo crime", acrescentou.

A droga era levada, juntamente com o lanche, por motoboy. A polícia investiga se estes profissionais tinham conhecimento do que transportavam. Os usuários tinham a opção de buscar a droga pessoalmente. Alguns, destacou a polícia, também estão sendo investigados. "Geralmente a droga era entregue pelos fornecedores em horários alternativos, mas normalmente era vendida durante a noite conforme os usuários iam pedindo", completou Cecconelo.

Durante os sete meses de investigação, foram apreendidos dois quilos de cocaína, 15 quilos de pasta base, uma pequena quantidade de maconha e R$ 17 mil em dinheiro. “Acreditamos que com isso, com essas prisões, diminua o tráfico de drogas na região”, disse a delegada.

Os estabelecimentos
Em nota, a casa noturna Purple Hills disse que "a casa não tem relação alguma com os atos dos acusados e irá abrir normalmente neste sábado (27). A pessoa autuada não fazia parte da empresa e o esquema supostamente era executado na lanchonete ao lado da casa".



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