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No Rio de Janeiro, jovem confessa morte de patrão após ter sido mandado embora

fonte: O GLOBO

Atualizado: Terça-feira, 9 Setembro de 2014 as 8:50

Depois de ser demitido de uma empresa de transportes de cargas, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, onde trabalhou por apenas 18 dias, o vendedor Marcos Alves Siqueira, de 27 anos, tentou cobrar R$ 1, 8 mil de supostos direitos trabalhistas, que julgou ter direito. Dono do estabelecimento que o contratou, o empresário Milton Eonio Tito, de 49, pediu que o vendedor procurasse a Justiça para questionar tal valor.

De acordo com investigações da Divisão de Homicídios (DH), na noite do dia 15 de agosto, Marcos e o primo Erivan Alves da Silva, de 38, invadiram a empresa, no fim do expediente. Armada com duas facas, a dupla amarrou o empresário, que teve pés, mãos e boca imobilizados por uma fita crepe.

A vítima, que estava sozinha na firma, foi estrangulada com um fio de telefone. Depois do assassinato, os primos usaram os cartões de débito da vítima por pelo menos 11 vezes. Entre os gastos estão despesas em uma casa de prostituição, em um motel e ainda em um restaurante. O corpo do empresário só foi descoberto na segunda-feira seguinte ao crime, já em estado de decomposição.

A fuga da dupla foi flagrada por câmeras de segurança. Depois de ter a prisão temporária decretada pela Justiça, Marcos e seu primo foram presos, sexta-feira passada, por homens da Divisão de Homicídios . Os dois confessaram o assassinato.

De acordo com o delegado Geniton Lages, da DH, desde o início das investigações, a polícia trabalhava com a hipótese de que o crime poderia ter sido sido praticado por alguém que que conhecia a rotina da empresa.
— Esta era uma das nossas linhas. Após rastrear os gastos feitos nos cartões de débito da vítima, conseguimos chegar aos dois acusados. Um deles era um vendedor que trabalhou na empresa por apenas 18 dias — disse o delegado.


Segundo a polícia, após o crime, Marcos e Erivam fugiram levando, entre outras coisas, cinco notebooks, um celular, cartões de débito e crédito, e pouco mais de R$ 800. Depois de passar em Campo Grande, para guardar parte dos objetos roubados, a dupla fez gastos em um restaurante e depois foi a Madureira, onde usou os cartões da vítima para pagar um programa com duas garotas.
Em seguida, os dois casais foram para um motel, onde mais uma vez pagaram a conta, que chegou ao montante de R$ 200. Os dois acusados de matar o empresário ainda fizeram dois saques na conta da vítima, um deles no valor de R$ 700. Marcos foi preso em Madureira. Já Erivan foi detido em um bar, em Campo Grande.

 

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