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No Rio de Janeiro, Polícia Civil decide parar por mais 24 horas

No Rio de Janeiro, Polícia Civil decide parar por mais 24 horas

fonte: O GLOBO

Atualizado: Quinta-feira, 22 Maio de 2014 as 9:22

Policia Civil Policias civis se reúnem, na manhã desta quinta-feira, com o governador Luiz Fernando Pezão para decidirem os rumos da paralisação da categoria. Quinze policiais civis já estão no Palácio Guanabara. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindpol), Francisco Chao, disse que os policiais não foram ao encontro para resolver qualquer impasse e que a paralisação de 24 horas da categoria está mantida.

— Quem criou o impasse foi o governador. Viemos aqui porque fomos convocados. Espero que ele diga que a negociação salarial de um ano vai ter fim. Deixei claro para o governador que trabalhei muito para evitar isso. Lamento que a situação tenha chegado a esse ponto — disse Chao.
Segundo o presidente do Sindpol, os rumos do movimento dependem do que vai dizer o governador, mas ele informou também que foi suspensa, nesta quinta-feira, a operação de repressão qualificada - ações de policiamento ostensivo que a Polícia Civil vem fazendo rotineiramente na cidade para tentar diminuir os índices de criminalidade.
Na noite desta quarta-feira, em assembleia no Club Municipal, na Tijuca, os agentes decidiram fazer nova paralisação. Os policiais reivindicam a incorporação ao salário da gratificação de R$ 850 paga a quem trabalha em delegacia legal, além de reajustes nos auxílios alimentação e transporte.
Após reunião com o governador, o grupo seguirá para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, onde pretende fazer uma manifestação.

Na assembleia, os policiais votaram ainda pelo uso de tarja preta no braço até que as reivindicações da categoria sejam atendidas, e a doação de sangue no Hemorio, no próximo dia 28. Além disso, eles pretendem distribuir panfletos, em diferentes idiomas, aos turistas que chegarem no setor de desembarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, no dia 6 de junho.

A categoria pediu ainda ao presidente do Sindpol que leve uma outra reivindicação ao governador: o fim das operações ostensivas (rondas), conhecidas como “repressões qualificadas”. Eles argumentaram que tal tarefa, seguindo os preceitos da Constituição Federal, cabe à Polícia Militar.
O chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, que se reuniu nesta quarta com representantes do Sindpol, disse que apoia a pauta de reivindicação da categoria.
Na tarde desta quarta-feira, cerca de 500 policiais fizeram uma manifestação em frente à Cidade da Polícia, no Jacaré. Eles fecharam por cerca de dez minutos a Avenida Dom Hélder Câmara.

O presidente do Sindpol, Francisco Chao, disse que o governo do estado havia prometido que faria a incorporação da gratificação da delegacia legal em nove vezes, terminando em agosto do ano que vem.

Segundo o sindicalista, a adesão ao movimento nesta quarta-feira foi de quase 100%. Ele ressaltou que os policiais não deixaram de comparecer às delegacias, mas apenas os casos de roubos de veículos, homicídios e ameças graves foram registrados. Já o Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil (Sinpol) estimou que 40% dos agentes foram trabalhar para registrar as ocorrências graves, como manda a lei. Segundo Fernando Veloso, a paralisação da categoria não provocou grandes transtornos, mas não revelou o percentual de policiais que aderiram ao movimento.

Nesta quarta-feira, o movimento nas unidades da Polícia Civil foi reduzido. Nas delegacias do Leblon e da Gávea, cartazes colados nas portas informavam sobre a paralisação. Segundo um inspetor de plantão na 10ª DP (Botafogo), a população colaborou.
Na segunda madrugada de greve da categoria, nesta quinta-feira, um incêndio atingiu, um galpão da Polícia Civil, na Zona Portuária. O fogo já foi controlado. O depósito, que fica na Rua Comandante Garcia Pires, esquina com a Avenida Francisco Bicalho, armazena sucatas de máquinas caça-níqueis. Não houve vítimas.

 

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