MENU

No Rio de Janeiro, suspeita de chefiar clínica de aborto dormiu na cama com vítima

Depoimento foi da própria acusada de chefiar esquema em Niterói. Transferência dela e de outro acusado para Bangu será nesta quarta-feira.

fonte: Globo.com

Atualizado: Quarta-feira, 1 Outubro de 2014 as 9:29

Para esperar a injeção abortiva de Elizangela Barbosa, de 32 anos, fazer efeito, Lígia Maria Silva, que foi presa acusada de chefiar um esquema de clínica de aborto em Niterói, dormiu junto com a vítima na mesma cama na noite de sábado (20). A informação foi dada em depoimento à Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, que investiga a morte de Elizangela após o procedimento.

Segundo o depoimento, dado pela própria Lígia, o bebê foi expelido na manhã seguinte, por volta das 11h. À tarde, com muito sangramento de Elizangela, Lígia ficou desesperada, e pediu a Wagner Silva, de 27, que a levasse para o hospital. Elizangela morreu na unidade de saúde.

Sheila Cristina Silva Teixeira, de 37 anos, se entregou na Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói, Região Metropolitana do Rio, na noite de terça-feira (30). Segundo a polícia, ela teria participado do aborto que resultou na morte de Elizangela Barbosa, de 32 anos. A mulher é filha de Lígia Maria Silva, que foi presa por suspeita de chefiar um esquema de abortos clandestinos em uma casa no bairro do Sapê, em Niterói.

Wagner Silva, de 27 anos, que também é filho de Lígia Maria Sílvia ainda está foragido.

Devido a essa ausência, a transferência de Lígia Maria Silva e Rildo José Medeiros dos Anjos, presos na noite desta segunda-feira (29), para o Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio,  anteriormente marcada para terça, será nesta quarta-feira (30. De acordo com a polícia, Lígia era a líder do grupo e Rildo foi o enfermeiro que levou a grávida até a clinica clandestina, que ficava numa casa no bairro Sapê, em Pendotiba.

Suspeitos presos
Lígia Maria Silva e Rildo José Medeiros dos Anjos foram presos na noite desta segunda-feira (29). Eles são suspeito de participar da quadrilha que fez o aborto de Elizangela. De acordo com a polícia, ela era a líder do grupo e Rildo foi o enfermeiro que levou a grávida até a clinica clandestina, que ficava numa casa no bairro Sapê, em Pendotiba.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Adilson Palácio, Lígia e Rildo confessaram que o aborto de Elizangela foi feito na residência. O colchão apreendido pela polícia na casa foi encaminhado para o exame de DNA para comprovar de as marcas de sangue são de Elizangela. O resultado deve sair em até 15 dias, segundo o delegado.



veja também