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Operação no morro do Alemão prende chefe do tráfico

Até 7h20, 15 pessoas tinham sido detidas. Core e Polícia Militar participam da ação.

fonte: Globo.com

Atualizado: Quinta-feira, 18 Setembro de 2014 as 8:44

A polícia do Rio faz, desde a madrugada desta quinta-feira (18), uma operação no Conjunto de Favelas do Alemão.  Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil e de outras delegacias, além de policiais militares participam da ação, como mostrou o Bom Dia Rio.

Por volta das 7h20, Edson Silva de Souza, o "Orelha", que seria o chefe do tráfico na região, e outras 14 pessoas já tinham sido detidas.

O objetivo da ação é cumprir 41 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão de adolescentes. A ação é resultado de uma força-tarefa de investigação da 45ª DP (Complexo do Alemão) e da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria de Estado de Segurança, com apoio do Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Estadual. 

A investigação, segundo nota da Polícia Civil, começou há oito meses, com o objetivo identificar os responsáveis por tentar desestabilizar o processo de pacificação na comunidade. O trabalho, de acordo com a corporação, comprovou que, após a prisão de traficantes da região (em virtude de outras operações realizadas pela 45ª DP), uma facção criminosa determinou reações violentas, como forma de retaliações às ações da polícia.

Uma delas ocorreu em 28 de abril, quando ônibus  e carros estacionados próximo ao Comando de Polícia Pacificadora, na Estrada do Itararé, foram incendiados.

"Estratégia de sobrevivência"
Segundo as investigações, os traficantes resistentes à pacificação adotaram nova estratégia de sobrevivência como, por exemplo, a cooptação de  menores de idade e pessoas sem anotações criminais para atuarem na linha de frente, seja vendendo drogas ou  atuando como "braço armado".

Também foi possível constatar que a criminalidade acompanhava o deslocamento dos policiais pela comunidade, a partir da troca de mensagens via celular. Muitas vezes, eles ficavam em frente à sede da UPP monitorando os passos dos policiais militares, dificultando a prisão em flagrante de criminosos.

 
 
 

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