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Quadrilha comandada por presidiário vendia carros por 1/3 do preço

Quadrilha comandada por presidiário vendia carros por 1/3 do preço

Atualizado: Sexta-feira, 7 Março de 2014 as 6

carro_2Dois homens, de 25 e 26 anos, foram presos em Goiânia suspeitos de roubar veículos e vendê-los na internet. Os carros eram comercializados a um preço bem menor do que o de mercado. Um VW Gol de 2013, avaliado em R$ 25 mil, por exemplo, era vendido a R$ 8,5 mil. Isso acontecia porque, conforme o anúncio, seriam veículos "finan" - comprados geralmente no nome de um laranja, por meio de financiamento, e que não tem as parcelas pagas. Quem compra um carro nessa situação, segundo a polícia, sabe que é irregular.
 
Os criminosos foram presos pelo Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer), no Setor Jardim Guanabara, com 38 papelotes de cocaína. Eles estavam em um carro roubado com placa clonada, o que confirmou a suspeita da polícia de venda de veículos irregulares.
 
“Chamava a atenção esses veículos pelo preço tão barato que eram vendidos. Poderiam ser veículos roubados que estavam se passando por veículos 'finan'. Conseguimos fazer contato com o proprietário e, durante a abordagem, a nossa suspeita foi confirmada. O veículo oferecido era, na verdade, um veículo roubado no dia 4 de fevereiro na capital e com as placas clonadas", explicou o capitão do Graer Pedro Henrique Batista.
A polícia acredita que mais pessoas façam parte da quadrilha. Conforme a investigação, o grupo atua há mais de seis meses em Goiás. A organização criminosa seria comandada por Fernando Borges de Oliveira, que está detido no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
 
“Ele controlava não só o roubo de veículos aqui fora como também o tráfico. Parte da quadrilha era especializada no roubo de veículos e a outra parte pegava esses veículos, fazia clones, vendia como veículos 'finan' e esse dinheiro voltava para fomentar o tráfico de drogas, principalmente na região leste da capital”, informou o capitão do Graer Pedro Henrique Batista.
 
O suposto chefe do grupo cumpre pena por tráfico de drogas, roubo e receptação. A Secretaria Estadual da Administração Penitenciária e Justiça informou que Fernando foi isolado dos outros presos e faz vistoria na cela dele para buscar celulares.
 

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