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Reservatório de Paraibuna se recupera e sai do volume morto

Chuvas no Vale do Paraíba paulista fazem represa voltar a volume útil

fonte: oglobo.globo.com

Atualizado: Segunda-feira, 9 Fevereiro de 2015 as 4:11

Reservatório de Paraibuna
Reservatório de Paraibuna

RIO - O reservatório de Paraibuna, no Vale do Paraíba paulista, se recuperou com as chuvas recentes e saiu no volume morto. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), o volume da represa — a principal do sistema do Rio Paraíba do Sul, que abastece 15 milhões de pessoas em Rio, São Paulo e Minas Gerais — estava em 0,08% neste domingo. A represa, que entrou em operação na década de 1970, é abastecida pelos rios Paraibuna e Paraitinga, formadores do Paraíba do Sul.

O reservatório havia entrado no volume morto — parando de gerar energia elétrica em sua hidrelétrica — em 21 de janeiro, algo inédito desde a sua construção. A Região Metropolitana do Rio, com exceção de Niterói e São Gonçalo, é abastecida por quatro reservatórios de água: o Paraibuna, Santa Branca e Jaguari, que ficam em São Paulo; e Funil, em Itatiaia, no Sul Fluminense. A média dos quatro reservatórios subiu de 1,21% para 2,17% em três dias.

A crise econômica de municípios no entorno da represa de Paraibuna, porém, continua se agravando. A secretária do Agronegócio e Meio Ambiente de Redenção da Serra (SP), Nelma Biondi, afirma que serão necessários ao menos três anos para que a cidade recupere o dinamismo econômico e volte a receber competições de pesca. Em um ano, dos dez criadores de tilápias da cidade, apenas dois sobreviveram à seca.

— Os últimos dias foram de chuva, mas nada capaz sequer de amenizar o problema. Cidades do Vale do Paraíba estão sofrendo bastante com a diminuição do volume do Paraíba do Sul — diz Nelma.

A represa de Santa Branca, das quatro, é a única que permanece no volume morto, registrando patamar negativo de 3,87%. Jaguari está em 3,19%. Funil, em Itatiaia, apresenta volume útil de 13,05%, a maior recuperação entre os reservatórios.

 

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