O Brasil é o segundo país mais importante para a Capcom nas Américas, perdendo apenas para os EUA em vendas

O Brasil é o segundo país mais importante para a Capcom nas Américas, perdendo apenas para os Estados Unidos em vendas

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:10

 

O Brasil é o segundo país mais importante para a Capcom nas Américas, perdendo apenas para os Estados Unidos em vendas, de acordo com o vice-presidente sênior da empresa, Christian Svensson. Por conta disso, a produtora de séries como “Street Fighter”, "Resident Evil”, “Devil May Cry”e outras desembarcou oficialmente no país.
“Em 2011, o Brasil ultrapassou o Canadá. Foi o maior crescimento que já vimos e este foi um dos motivos pelos quais percebemos que deveríamos dar mais atenção para o país”, disse o executivo ao G1. Ele não divulgou números de vendas da Capcom no país.
 
Ele conta que há tempos estuda o mercado de games brasileiro para trazer a empresa para cá. Nos últimos meses, Swensson se encontrou com distribuidores e varejistas, contratou funcionários para a sede local da Capcom, localizada na Zona Sul da cidade de São Paulo, e trouxe o site de comunidade traduzido para os fãs.
Globalmente, contudo, ele diz que o Brasil é muito pequeno e que as vendas locais ainda não são expressivas a ponto de influenciar nos resultados da empresa. "Mesmo assim, é um mercado crucial", afirma. "Por este ponto de vista, o Brasil ainda é muito pequeno, mas é um dos que mais cresce rapidamente".
 
Planos para o mercado
O primeiro game lançado já com a Capcom no Brasil foi "Resident Evil 6", no início de outubro. "Este é nosso primeiro game com legendas em português e também o lançamos com apenas dois dias de diferença dos Estados Unidos. Queremos melhorar isso", conta.
 
Outros jogos que o vice-presidente confirma que virão com legendas em português são "Lost Planet 3", "Remember Me" e "DmC". Segundo ele, a dublagem dos games é um próximo passo, mas ainda está em análise por conta dos altos custos. "Anteriormente, trabalhávamos apenas com os idiomas inglês e japonês [nos games]. Agora temos 13 línguas nas legendas, incluindo o português, o que é um grande passo para nós. Queremos ver o impacto das vendas para decidir se a dublagem é um próximo passo viável."
 
Para atender o mercado, Svensson diz que a Capcom continuará usando as distribuidoras nacionais Neoplay e NC Games. "Quando vim aqui pela primeira vez, queria trazer toda a infraestrutura que temos nos EUA, com equipe de vendas, e distribuir jogos por conta própria. Mas conversando com as pessoas, vi que isso seria praticamente impossível. Quando vi a complexidade das taxas, o tamanho do país, o tempo de viagem de Manaus para São Paulo, percebi que precisávamos de ajuda de distribuição."
 
Redução de preço dos games é outro ponto que a Capcom estuda para o país. "Resident Evil 6" chegou ao país por R$ 200, quando outros títulos custam na faixa de R$ 140 e R$ 180. "Sei que há uma demanda para jogos com preços menores, mas há questões que estão no nosso controle e outras que não e elas influenciam no valor do game. Vamos tentar conseguir preços melhores no futuro".
 
A fabricação nacional de jogos pode ser uma alternativa e o executivo explica que a Capcom fará um teste com jogos de catálogo, mais antigos. "Sempre analisamos a fabricação local. Inicialmente pensamos em prensar títulos de catálogo e obter preços mais agressivos, observando o resultado nas lojas. Já prensar lançamentos exige processos e agendas diferentes em cada país e há uma dificuldade de sincronizar esta fabricação com a data de lançamento do jogo nos EUA. Não é impossível [fabricar localmente e lançar no mesmo dia do que nos EUA], mas requer um plano mais avançado do que todos os que já fizemos até hoje. Seria nosso segundo movimento no país".
 
Embora ele diga que a Capcom enfrentará as dificuldades do mercado de games brasileiro, Svensson tranquiliza os fãs. "Não estamos aqui pelos próximos 2 anos e, sim, pelos próximos 20 anos".
 
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