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Após 10 anos separados, Chiquinho reencontra Eliana

fonte: notícias da TV - UOL

Atualizado: Quinta-feira, 2 Outubro de 2014 as 9:49

Há dez anos afastado de sua mais famosa parceira, Edílson Oliveira, 50 anos, reencontrou Eliana Michaelichen hoje (1°). O intérprete do personagem Chiquinho, celebrizado no extinto Eliana & Alegria, participou do programa da apresentadora no SBT após um apelo em rede nacional, duas semanas atrás, para rever a ex-colega. O programa irá ao ar no dia 12. O ator está fora das grandes redes de TV desde 2012, quando a Record fechou a Escolinha do Gugu, e atualmente sobrevive de eventos na Bahia, onde mora desde 2007.

"Eu estava muito ansioso para pisar no palco com ela [Eliana], porque foi uma vida muito legal, foi muito lindo, e a gente fazia com muito amor mesmo. Quando a gente entrava em cena era para brincar e divertir o país", contou Edílson Oliveira, emocionado, durante a gravação do programa Eliana nesta quarta.

Chiquinho foi jurado do quadro Fenômenos do YouTube na edição do Dia das Crianças do Eliana. Quando entrou no palco, deu um forte abraço na apresentadora, que comemorou a atual fase do ex-colega.

"O mais legal é que o Chiquinho continua fazendo shows e alegrando as crianças, inclusive as que já cresceram e que hoje têm filhos. Isso é muito interessante, o trabalho continua", disse Eliana.

Apelo em rede nacional

No último dia 16, Edílson Oliveira participou do Tá na Tela da Band e disse ao apresentador Luiz Bacci que desejava muito reencontrar Eliana. Os dois trabalharam juntos durante mais de 13 anos no SBT e na Record. Não se veem desde 2004, quando ela deixou o público infantil. Dois dias depois do apelo, a loira entrou em contato com Chiquinho e o chamou para ir ao programa dela no SBT.

"A própria Eliana me ligou, mas não quis falar muito, não. Disse: 'Está preparado para vir gravar o programa?'. E eu falei: 'Estou'. E ela: 'Então, beleza, não vou te falar nada agora, mas dia 1° você está aqui. Deus te abençoe'. Agora não sei o que vai rolar. Fica aquele ponto de interrogação. Uma participação apenas? Uma homenagem? Sei lá o que vai acontecer. Achei muito legal, nunca tivemos nenhuma briga", disse Oliveira, ansioso, ao Notícias da TV.

É a primeira vez em dez anos que Eliana e Chiquinho dividem o mesmo palco. Com o fim do programa infantil da loira, o personagem ficou sem função na Record. Tempos depois ele recebeu uma proposta da TV Itapoan, afiliada da rede na Bahia. Não pensou duas vezes e se mudou com a mulher e o filho para a cidade de Lauro de Freitas, conhecida por praias paradisíacas, na região metropolitana de Salvador.

"Não há em São Paulo essa qualidade de vida. Só que a parte profissional fica a desejar, porque está lá [em São Paulo] e no Rio de Janeiro. [Quem sai do eixo Rio-São Paulo] some, é impressionante", conta Oliveira. Na Bahia, ele apresentou O Mundo do Chiquinho, programa semanal voltado às crianças, durante seis anos. Em 2011, voltou aparecer em rede nacional na Escolinha do Gugu. Dois anos depois, os contratos com Gugu e Itapoan terminaram e não foram renovados.

Fora da TV, Oliveira faz apresentações em circos e feiras como Chiquinho, Bozo (palhaço que chegou a interpretar no SBT) e Chico Santos (imitação de Silvio Santos). "Vivo fazendo shows e convenções. No mercado de hoje, não tem o que as crianças verem. Consigo suprir essa necessidade de divertir, porque o Chiquinho é itinerante, fecha ginásios, shopping centers", explica o ator, que consegue faturar até R$ 17 mil com um evento.

De Bozo a Chiquinho

Nascido em São Paulo, Edílson Oliveira começou na televisão aos 16 anos, no SBT, como produtor "faz-tudo" em vários programas, como o humorístico Reapertura. Em seguida, foi assistente de palco do Bozo, em que atuou como dublê do palhaço. Embora agradeça ao SBT pelo início da carreira, Edílson Oliveira sentia-se desprestigiado na rede de Silvio Santos. "Dentro do SBT, não davam oportunidade, eu era sempre o suporte, escada para as pessoas", lamenta.

Com Eliana, pôde, enfim, mostrar o rosto na TV. No SBT, deu voz aos bonecos Flitz e Melocoton no Bom Dia & Cia. Em 1998, mudou-se com a apresentadora para a Record. "Foi uma investida que tive na vida, de acreditar em um projeto da Eliana fora do SBT. Praticamente joguei para cima 17 anos de trabalho. Devo muito a ela pela abertura que tive para me lançar", diz Oliveira, emocionado.

Na Record, o assistente de palco criou Chiquinho, seu personagem mais famoso e que o alavancou na carreira de apresentador. Com o auxílio da figurinista da emissora, desenhou a roupa, incrementou com a barriga falsa, pegou uma peruca preta (a original era loira) e colocou óculos. Quando criou a voz (que veio por acaso quando gravava material em uma feira), teve o primeiro e único desentendimento com Eliana em toda a carreira.

"A Eliana, na época, questionou para caramba [a voz]: 'O Chiquinho não tem essa voz'. Falei: 'Eliana, o Chiquinho tem essa voz, sim'. Ela queria que eu puxasse para a voz do Salsicha, do Scooby-Doo. Mas eu queria que fosse de um garoto intrigrante, uma pessoa que pergunta muito, é atrapalhado, e o timbre do Chiquinho era aquele", recorda.

O personagem fez tanto sucesso que a Record rentou emplacá-lo no horário nobre, em um programa de auditório. Oliveira, entretanto, vetou a ideia e, inspirado no Máskara, personagem interpretado por Jim Carrey no filme homônimo de 1994, criou Ed Banana.

"Era para ser o Chiquinho à noite. Quando a gente criou o Ed Banana, era para o público jovem, as senhoras, mais para os adultos. Deu certo, graças a Deus", lembra. O programa semanal, aos sábados, chegava a dar picos de 15 pontos no Ibope e desbancava Ratinho no SBT.




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