Mãe luta para ter direito a acesso ao Facebook da filha morta e levanta discussão sobre 'herança digital'

Rede Social transformou a página da jovem em 'memorial' e agora a mãe não pode mais se logar com a senha da filha

fonte: Guiame, com informações da BBC

Atualizado: Sexta-feira, 10 Abril de 2015 as 2:42

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Em 2010, a jovem Becky Palmer, de 19 anos, faleceu. Após o ocorrido, Louise Palmer, mãe da jovem continuou a fazer uso da página da filha no Facebook, mas foi impedida de continua após alterações na página.

Becky tinha tumor cerebral e quando estava no estágio final da doença, era sua mãe quem a ajudava a se logar no Facebook para falar com os amigos.

Quando a jovem faleceu, Loiuse tinha na página um refúgio para se sentir mais perto da filha. "Era algo muito importante pra mim. Quando você perde uma filha, e perder um filho é a pior coisa que pode acontecer, você tem medo das pessoas se esquecerem dela. Então poder entrar lá e ver o que as pessoas postavam no seu mural e as mensagens privadas que mandavam fazia com que eu me sentisse bem. Era uma certeza de que ainda se lembravam dela", disse ela em entrevista à BBC.

Os acessos de Loiuse acabaram quando o Facebook tornou o perfil de Becky um 'memorial', nova política da Rede Social para preservar as memórias de um usuário após sua morte.

Em forma de memorial, a página pode continuar sendo visualizada por amigos e eles até podem publicar coisas no mural, mas ninguém consegue mais se logar pela senha da pessoa falecida.

O caso traz à tona a discussão a respeito de 'herança digital'. A quem pertence as fotos e publicações em redes como Facebook, Instagram e Twitter? É possível garantir que algum familiar herde tudo isso?

O escritório de advocacia Mishcon de Reya na Grã-Bretanha solicitou uma pesquisa que revelou que uma em cada quatro pessoas entrevistadas não tinham ideia de quem é o 'dono' do conteúdo online, enquanto um em cada três disse acreditar que o perfil pertence ao próprio Facebook.

No caso do Facebook, já pe possível indicar um parente ou amigo para ficar responsável por sua conta após a morte, mas a novidade por enquanto é válida apenas nos Estados Unidos.

 

 

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