Adultolescencia - Parte II

Adultolescencia - Parte II

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:32

A minha questão é: o que podemos fazer para sair desse quadro de retardamento da maturidade e consequentemente adiamento em assumir compromissos?

1. Busque - entregue-se ao Eterno (Mt 6.33; Sl 37.5). Deus é o mais interessado em nosso desenvolvimento pleno. Buscá-lo e ou entregar-se a Ele tem a ver com posicionamento, não necessariamente com realizações. Com fé mais do que com obras, com redirecionamento mais que ativismo. Enfim, a entrega completa a Deus é a sintonia que mantemos com Ele em tudo o que fazemos. Depois de nos voltarmos a Ele o objetivo das ações diárias é Sua glória e o bem do próximo. Isso é sinônimo de maturidade, buscar acima de tudo a glória de Deus, e está direcionará as demais ações da existência;

2. Comprometa-se com seus parceiros (as). A capacidade de comprometer-se já significa maturidade ou no mínimo o primeiro degrau dessa grande escada. Amar e comprometer-se são sinônimos. Assim, comprometa-se com seus parceiros de Fé. Viva intensamente seus relacionamentos fraternais em Cristo. Ame e envolva em sua igreja. Comprometa-se com seus parceiros de trabalho. Seja amigo verdadeiro, se não forem cristãos, melhor ainda, através da amizade sincera, baseada nos princípios da Palavra, você poderá ser um forte testemunho a eles. Comprometa-se emocionalmente com alguém. Não fique esperando a pessoa perfeita, até porque se encontrar você pode estragá-la. Contudo, ao perceber a pessoa do sexo oposto (de agora em diante, vamos ter que ressaltar isso), com princípios cristãos e um possível cônjuge no futuro e ainda havendo correspondência nos sentimentos, comprometa-se no mínimo a gastar mais tempo para conhecê-lo (a).

3. Desenvolva a interdependência familiar. Interdependência significa: nem dependência, nem independência, mas ter a capacidade de ser independente e optar por uma dependência madura. O atraso da maturidade ocorre pela dependência ou independência exagerada. Existem jovens tão imaturos que, estando morando longe de casa, ligam para seus pais, objetivando perguntar-lhes sobre o que fazer, visto que a unha do pé quebrou. Outros, por outro lado, não vêem a hora de sair de casa para viverem totalmente sozinhos e independentemente irresponsáveis. Os dois posicionamentos estão agindo e reagindo como crianças. O equilíbrio está em buscar a independência o quanto antes possível, no aspecto econômico, emocional, e organizacional e manter a interdependência afetiva, ou seja, o carinho, respeito e contato. No caso das situações parecerem impossíveis de se resolver, então, o mesmo deve buscar um apoio mais intenso de familiares, amigos e líderes religiosos sérios.

Finalizando, pelas situações que nosso mundo enfrenta, na adultolescencia talvez seja difícil não entrar, mas é impossível nela ficar e ser saudável, e ainda, é bem possível dela sair.

Heliel Carvalho é pastor e professor de teologia em Goiás.

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