Após 40 anos livre de malária, Rio registra novos casos

Fiocruz registrou um caso na região Serrana e outros 13 na capital

fonte: guiame, com informações de O Globo

Atualizado: Quarta-feira, 25 Fevereiro de 2015 as 2:26

Malária
Malária

Após um período de 40 anos sem nenhum registro de caso de malária no estado do Rio, a Fiocruz registrou 14 novos casos. Os pacientes detectados estão sob vigilância epidemiológica na Secretaria de Estado de Saúde e no e Ministério da Saúde, pois até o momento, indica-se que foram originados no próprio estado e não "importados" da Amazônia. Um caso foi confirmado na Região Serrana O padrão da doença é diferente do registrado na Amazônia, área onde a malária é endêmica. Segundo o geneticista Mariano Zalis, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que analisa as amostras moleculares coletadas na serra, apenas um dos 14 casos é morador da região. Os demais são visitantes, moradores da Zona Sul do Rio de Janeiro

Os casos foram identificados pelo Ambulatório de Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz, que integra o Centro de Diagnóstico e Treinamento da Malária (CPD-MAL), liderado pelo médico imunologista Cláudio Tadeu Daniel Ribeiro, um dos maiores especialistas do mundo na doença.

De acordo com os especialistas, não é caso para pânico. Ou de deixar de frequentar essas áreas, mas de atenção com os sintomas e a busca de tratamento de adequado. A malária que afeta o Rio não é letal. Mas pode causar episódios permanentes de febre, problemas hepáticos e prostração se não for tratada com os remédios certos. O uso de repelente — Exposis, com o princípio ativo icaridina, fabricado pelo laboratório Osler, é o único que funciona com longa duração — é essencial. Há casos em localidades de Petrópolis, Friburgo, Lumiar, Sana e Guapimirim.


 

 

 

 

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