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Saúde

Associação oferece artes marciais gratuitas para deficientes intelectuais

Associação oferece artes marciais gratuitas para deficientes intelectuais

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:30

No início da primeira aula de caratê, foi difícil fazer Denys Lisboa, 10, ficar quieto no tatame. Depois de um tempo, ele não queria mais sair de lá. O garoto tem síndrome de Down e já faz terapia ocupacional, musicoterapia, fonoaudiologia e psicoterapia, mas nunca tinha feito um esporte. "Acho que pode abrir a mente, deixá-lo mais esperto. Ele já veste o quimono em casa para mostrar para os vizinhos", diz o pai, o técnico em informática José Paulo Lisboa, 50.

Denys participa das aulas de artes marciais gratuitas oferecidas pelo Instituto Olga Kos, que promove ações de inclusão de pessoas com deficiência intelectual -o foco é na síndrome de Down, mas também pode participar quem tem síndrome de Asperger ou qualquer tipo de déficit de aprendizagem.

Atuando desde sua fundação, em 2007, na área de cultura, a entidade sem fins lucrativos decidiu expandir suas atividades para os esportes em 2008. "Escolhemos trabalhar com artes marciais porque não é só um esporte. Envolve toda a filosofia de incentivar a disciplina, o equilíbrio emocional, o controle da força, o respeito a si próprio e ao outro", diz Maísa Signor, diretora operacional da associação.

Além do caratê, ensinado no bairro Ipiranga, em São Paulo, há aulas de tae-kwon-do em Diadema (Grande São Paulo). Os professores são faixas pretas e há, ainda, uma educadora física e uma psicóloga da Olga Kos.

"É um ritmo adaptado, que respeita a particularidade de cada aluno", diz Signor.

As aulas são mistas: 30% dos alunos não têm deficiência e são de baixa renda -essas vagas já foram preenchidas. Até o fechamento da edição, havia 12 vagas disponíveis para deficientes no tae-kwon-do e 25 para o caratê. Nesse caso, não há critério socioeconômico.

Informações sobre a inscrição no site http://www.institutoolgakos.org.br/ .

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