Diabéticos devem redobrar cuidados com os olhos

Doença pode deixar paciente sem exergar

fonte: Guiame, com informações de EYE CARE HOSPITAL DE OLHOS

Atualizado: Terça-feira, 17 Março de 2015 as 3:30

visão de diabeticos
visão de diabeticos

A diabetes é uma doença crônica que pode trazer sérias complicações ao corpo ao longo dos anos. Entre as mais frequentes, pode envolver os rins, nervos periféricos e os olhos. A doença atinge 2% da população mundial, ou seja, cerca de 150 milhões de pessoas. Os pacientes que sofrem com problemas de visão, precisam de ter os cuidados redobrados.

O oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos de São Paulo, Renato Neves, alerta: "Junto com as alterações neurológicas, renais e vasculares, a retinopatia diabética - que é o termo usado para designar alterações na retina - faz parte das complicações mais frequentes do paciente diabético. Inclusive, é uma das principais causas de cegueira". Ele ainda chama
atenção para o fato de que essas alterações da retina se comportam de maneiras diferentes nos pacientes com diabetes tipo 1 e nos que têm tipo 2. "Com um controle rigoroso da glicemia, nos dois casos é possível retardar o aparecimento ou diminuir a gravidade do problema."

Inicialmente, especialista diz que as alterações no fundo do olho não dão sintomas evidentes e o paciente pode ter boa visão. Com o passar do tempo, dependendo do controle e progressão da doença, pode haver alterações nas paredes dos vasos retinianos, levando à formação de microaneurismas e hemorragias, depósitos lipídicos (gordura) na retina, edema retiniano e alterações causadas pela dificuldade de
irrigação. Isso muitas vezes resulta na perda da visão central. Além de manter a taxa de glicemia em níveis aceitáveis, consultar um oftalmologista ao menor desconforto visual é importante para controlar esses desdobramentos que no início podem ser assintomáticos. Àqueles que já estão sentindo alterações na retina causadas pela doença, a melhor notícia dos últimos tempos são as injeções intravítreas de antiangiogênicos, já liberadas pela ANVISA e pelo FDA.

Tratamento da Retinopatia diabética com antiangiogênicos representam avanço

O principal papel das injeções intravítreas de antiangiogênicos (Lucentis e Eylia) é a interrupção da perda de visão. Embora nem todo paciente possa recuperar a visão perdida, as injeções intravítreas impedem a progressão da doença, evitando que a pessoa acabe ficando cega. "Com anestesia local e pupilas dilatadas, a injeção é aplicada diretamente no vítreo, camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino. O procedimento precisa ser repetido em intervalos regulares para se obter resultados duradouros e o
paciente deve usar colírios antibióticos durante o tempo prescrito pelo oftalmologista (geralmente, trinta dias). Ensaios clínicos demonstram que a aplicação de antiangiogênicos melhora em até 34% a visão central e estabiliza a visão em 90% dos casos", diz Neves.

Atente-se aos riscos!

Pessoas com risco aumentado para retinopatia diabética são aquelas que não controlam os níveis de açúcar no sangue como deveriam, como também as gestantes e os hipertensos. Os riscos também aumentam ao longo da doença, ou seja, quanto mais tempo se convive com o diabetes, maiores as chances de apresentar algum problema de visão. Por fim, alguns grupos étnicos têm mais propensão à doença. É o caso dos afrodescendentes e dos hispânicos.

 

 

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