Jejum Intermitente: 5 verdades esclarecedoras

O especialista em emagrecimento Rodrigo Polesso esclarece dúvidas sobre o assunto.

fonte: Guiame

Atualizado: Terça-feira, 29 Novembro de 2016 as 9:37

Confira 5 verdades sobre o jejum intermitente que mostram os benefícios dessa prática à saúde. (Foto: Reprodução)
Confira 5 verdades sobre o jejum intermitente que mostram os benefícios dessa prática à saúde. (Foto: Reprodução)

Um dos métodos de emagrecimento quem mais tem se destacado no momento é o Jejum Intermitente. Mas, ao contrário do que muitos pensam, essa prática não é novidade.

Segundo o especialista em nutrição otimizada e emagrecimento, Rodrigo Polesso, criador do programa “Código Emagrecer de Vez”, o jejum intermitente foi feito naturalmente até poucas décadas atrás, só não tinha esse nome específico.

“Há não muito tempo atrás, o comum era ter duas ou três refeições por dia e só. Hoje em dia, nos é dito que precisamos comer a cada 3 horas ou até mais, porém não existe embasamento científico para esse hábito”, revela o especialista.

Rodrigo explica que ao fazer o jejum intermitente, as pessoas permitem que o corpo tenha tempo de digerir os alimentos de forma correta. “Com isso, seu corpo começa a queimar o açúcar e a gordura de má qualidade. Do contrário, se seu corpo está a todo momento processando alimentos, ele sempre estará em estado anabólico e nunca terá tempo para se reciclar”, explica.

Para esclarecer algumas dúvidas que este tipo de alimentação costuma provocar, Rodrigo listou 5 verdades sobre o jejum intermitente que mostram os benefícios dessa prática à saúde:

1. Jejum intermitente não é dieta

Segundo Rodrigo, ao contrário do que muitas pessoas pensam, jejum intermitente não é dieta. “Dieta é o que você faz nos momentos em que você come, já o jejum intermitente ocorre justamente da ação de ficar períodos sem comer”, esclarece.

O especialista explica que existem alguns protocolos de jejum intermitente, como o de 12h, o de 16/8, de 24h, 36h e outros. “O protocolo de 16/8 é o que eu mais gosto, porque é muito fácil de se fazer no dia a dia, já que você faz todas suas refeições dentro de uma janela de 8 horas e passa 16h sem comer, incluindo as horas de sono”, ensina.

Rodrigo alerta que, segundo o médico canadense Dr. Jason Fung, a prática não tem nenhuma contraindicação para pessoas em bom estado de saúde, mas o ideal é fazer com acompanhamento médico.

2 Ajuda a reciclar as células mortas

Neste ano, o cientista Yoshinori Ohsumi recebeu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia por grandes descobertas sobre o mecanismo de Autofagia, o qual explica o processo de reciclagem das células quando as pessoas estão em jejum.  Nos seus estudos, ele revelou que os problemas nesse mecanismo de autofagia estão ligados diretamente com o surgimento de doenças como Parkinson e diabetes tipo 2.

Conforme Rodrigo explica, o jejum intermitente também contribui para muitos benefícios com a saúde, prevenindo doenças que chegam com o envelhecimento e promovendo longevidade. “Muitos estudos, como o do cientista Ohsumi, comprovam que a Autofagia é uma estratégia de neuroproteção do envelhecimento e doenças neurodegenerativas”, ressalta.

3. Atua para solucionar a maior causa de ganho de peso

Rodrigo conta que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de calorias existentes na alimentação, mas revela que a grande causadora de ganho de peso é a insulina. “Quase todo alimento, exceto gorduras puras, aumentam a insulina de alguma forma. Por exemplo, existem alguns alimentos, como o pão branco, que aumenta muito a insulina e outros como um pedaço de carne que aumenta bem menos, independente da quantidade calórica de cada um”, explica.

Ele ressalta que o que realmente importa é como o corpo reage à insulina. “O armazenamento de gordura é resultado de um problema hormonal e não calórico”, revela o especialista. Ao se praticar o jejum intermitente, dá-se folga ao corpo para que estes estímulos constantes da insulina parem e com isso, se colabora para a regularização do funcionamento deste hormônio.

4. Não causa perda muscular

O especialista esclarece que alimentação e exercícios são coisas completamente diferentes. “Alimentação correta é um estilo de vida alimentar baseado no consumo correto e estratégico de alimentos”, revela. Ele ainda completa que esse tipo de alimentação correta ajuda a acabar com a gordura, já os exercícios tonificam e constroem músculos.

Rodrigo aconselha que se a pessoa está preocupada com os músculos, ela deve exercitar-se, mas se a preocupação é com a gordura, a pessoa deve cuidar primeiramente da alimentação. Ele conta que os estudos mostram que o Jejum Intermitente não provoca perda muscular até mesmo em jejuns de vários dias. “Percebemos que o corpo aumenta a secreção do hormônio do crescimento à medida que o jejum se prolonga”, ressalta.

5. É adaptável e esporádico

Rodrigo revela que o jejum intermitente é adaptável à rotina de cada pessoa. “Você pode fazer o Jejum Intermitente quando quiser e onde quiser, como por exemplo três vezes na semana. Esse é o bacana, ele é adaptável para qualquer pessoa”, declara.

O especialista conta que mesmo se a pessoa seguir algum tipo de dieta especial, não comer carne ou for intolerante a glúten, por exemplo, ela pode encaixar o jejum intermitente a qualquer momento. “Não importa qual dieta você segue, se estiver com a saúde em dia você pode fazer jejum intermitente”, finaliza.

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