Medicamento que pode curar alcoolismo é descoberto na Rússia

Composto foi descoberto ao elaborar outro remédio para aliviar as convulsões que sofrem os epilépticos

fonte: Guiame, com informações de Terra

Atualizado: Segunda-feira, 2 Março de 2015 as 2:13

A cura para o alcoolismo parece estar próximo. A esperança parece ser definitiva, devido a conclusão de testes realizado por um grupo de cientistas russos da Universidade Politécnica de Tomsk (UPT), de um composto que poderia curar o alcoolismo, disse nesta segunda-feira (2) em declarações à Agência Efe o chefe da pesquisa, Viktor Filimonov.

"Os resultados dos testes em animais foram positivos. 70% dos ratos submetidos ao teste e que previamente foram transformados em viciados em álcool, mostraram um desejo menor de beber após receber o tratamento", assegurou o cientista.

Uma substância foi descoberta no momento em que outro medicamento - já comercializado nas farmácias - desenvolvido pelo laboratório da UPT para aliviar as convulsões que sofrem os epilépticos.

Durante o rumo da pesquisa, os cientistas se deram conta de que o princípio ativo poderia também ajudar as pessoas que sofrem adições narcóticas, já que estas, da mesma forma que a epilepsia, afetam o sistema nervoso central.

Depois de consultar outros especialistas médicos da Universidade, entre eles especialistas em psiquiatria, os cientistas começaram sua pesquisa e agora acham que sua descoberta pode ter futuro.

"Acho que na Rússia a demanda deste tipo de remédio pode ser bastante alta", como uma alternativa para os tratamentos para curar o alcoolismo, reconheceu Filimonov.

A grande vantagem está na comparação com outros remédios similares que já encontram-se no mercado, são os poucos efeitos colaterais que apresenta.

O medicamento foi desenvolvido com o Instituto de Pesquisa Científica da Saúde Mental da Academia Russa das Ciências Médicas, que também fica na cidade siberiana de Tomsk.

A substância deve passar agora para fase de testes clínicos em humanos, embora atualmente, o laboratório espera receber financiamento estatal para avançar na pesquisa.

 

 

 

 

 

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