Método mais agressivo e preocupante do vírus HIV é descoberto por Cuba

Segundo pesquisadores, pacientes de Cuba possui uma variante do HIV que é muito mais agressiva.

fonte: Guiame, com informações de MSN

Atualizado: Terça-feira, 24 Fevereiro de 2015 as 1:43

vírus HIV
vírus HIV

Pesquisadores cubanos na área da saúde descobriram há alguns anos, um comportamento diferente e pouco comum nos pacientes com o vírus do HIV em Cuba. Eles desenvolviam a Aids de forma inesplicável e rápido, sem que tivessem tempo de descobrir que tinha a doença.

Cientistas então concluiram que necessitavam de uma investigação sobre a situação e concluiu que, realmente, em Cuba existe uma variante do HIV que é muito mais agressiva.

"Sabemos que 144 pacientes têm essa linhagem do vírus, mas com certeza há mais gente. Isso é só o que conseguimos contar", disse à BBC Anne Mieke Vandamme, da Universidade Leuven, da Bélgica.

A especialista explicou se trata de uma linhagem do vírus que foi originalmente descoberta na África.

"Ela foi parar em Cuba por meio das relações dos cubanos com a África. Ainda que não tenhamos conhecimento de que a linhagem tenha se disseminado pela África, ela tem se disseminado em Cuba", acrescentou.

De acordo com as explicações dos especialistas, em uma infecção normal, o vírus do HIV tem de se "agarrar" aos receptores, as proteínas na membrana das células.

Uma infecção comum, o vírus usa o ponto CXCR5. Depois de muitos anos em pleno estado de saúde, ele se muda para o CXCR4, o que coincide com a aceleração da propagação da Aids.

A equipe de Anne observou que, nos pacientes cubanos, essa transição acontece de forma muito mais rápida. Conclui-se que, o vírus não "espera" tanto para se dirigir ao CXCR4. O que elimina, de forma drástica, a fase em que o paciente tem uma vida saudável.

Foram estudados amostras de sangue de 73 pessoas que haviam sido infectadas recentemente e 52 delas já haviam desenvolvido a Aids.

Vandamme explica que o HIV tem diferentes linhagens que podem ser classificadas como "subtipos"; o detectado em Cuba tem "basicamente HIV recombinado de três outros subtipos".

"Você precisa ter sido infectado por mais de um tipo de linhagem do HIV para ter um vírus recombinado como esse", esclarece.

 

 

 

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