Número de cidades com risco de epidemia de dengue e febre chicungunha cai

Transmissor das doenças é o Aedes aegypti.

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Quarta-feira, 5 Novembro de 2014 as 10:39

O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira, 4, que o risco de epidemia de dengue e febre chicungunha, caiu de 159 em 2013 para 117 neste ano, nas casas com criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de ambas as doenças.

Essa redução ajudou a diminuir em 61% o número de casos de dengue no país na comparação com o ano passado - de 1,47 milhões nos nove primeiros meses de 2013 contra 556.317 no mesmo período de 2014.

Os dados foram divulgados pelo Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. O número de mortes caiu 41%, passando de 646 para 378 no período avaliado.

Segundo o balanço divulgado hoje na cerimônia de lançamento da campanha para prevenir as doenças transmitidas pelo mosquito, o Brasil registrou 824 casos de febre chicungunha desde setembro do ano passado - apenas 39 deles importados de outros países. O restante (789) foram autóctones.

Aedes aegypti,dengue,doençaOs casos autóctones estão concentrados nas cidades de Oiapoque (371), no Amapá, Feira de Santana (330) e Riachão de Jacuípe (82), ambas na Bahia.

Barbosa explicou que as campanhas de prevenção da dengue, baseadas principalmente no combate aos criadouros do mosquito transmissor, ajudaram a reduzir o número de cidades em risco.

O Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), que estabelece a porcentagem de residências com focos de larvas do mosquito em 1.463 municípios, mostrou que 813 deles estavam em situação satisfatória em setembro. Isso representa menos de 1% de possibilidade de infestação.

Outras 513 cidades estavam em estado de alerta e 117 em risco, ou seja, com um LIRAa superior a 4%.

O mesmo índice analisou no ano passado um número menor de municípios (1.438) e identificou mais cidades em risco (159).

"O LIRAa permite que os prefeitos saibam quais são os bairros que têm maior incidência do mosquito e que concentrem neles seus esforços de combate", explicou Barbosa.

A nova campanha de combate ao Aedes aegypti foi lançada no início do verão, quando as condições climáticas são mais propícias à reprodução do mosquito, aumentando o risco de transmissão da doença.

Barbosa afirmou que a campanha se tornou ainda mais importante neste ano por causa dos primeiros registros de casos autóctones de febre chicungunha no país. O Aedes aegypti, agora, pode transmitir os dois tipos diferentes de vírus.

"Onde houver mosquitos transmissores de dengue também é possível que registremos casos de chicungunha. Não temos dúvida que o perigo aumentou, assim como a responsabilidade de todos", afirmou o secretário.


com informações de: Terra

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