Obesidade é transmitida no cordão umbilical, diz estudo

A obesidade ou sobrepeso prejudica os genes-chave que regulam a energia e o metabolismo do bebê.

fonte: Guiame, com informações de Minha Vida

Atualizado: Sexta-feira, 26 Agosto de 2016 as 8:49

A obesidade ou sobrepeso prejudica os genes-chave que regulam a energia e o metabolismo do bebê. (Foto: Reprodução)
A obesidade ou sobrepeso prejudica os genes-chave que regulam a energia e o metabolismo do bebê. (Foto: Reprodução)
Mulheres que sofrem de obesidade possuem tendência a terem filhos com o mesmo problema, segundo um estudo recente feito pelo instituto Joslin Diabetes Center, nos Estados Unidos.
 
A pesquisa foi desenvolvida com células umbilicais de bebês que nasceram de mães obesas ou com sobrepeso, mostrando que tal fator prejudica os genes-chave que regulam a energia e o metabolismo.
 
Segundo a autora principal do estudo, Elvira Isganaitis, "tais resultados podem ajudar a pavimentar o caminho para a melhoria da saúde, tanto antes como depois do nascimento, para crianças com risco elevado de obesidade". 
 
O estudo ainda sugere que o aumento do risco de obesidade acontece devido aos níveis elevados de lipídios no sangue materno, que fluem pelo cordão umbilical.
 
Os pesquisadores recolheram células a partir da veia umbilical que transporta oxigênio e nutrientes para o embrião que, conforme conta Isganaitis, é uma janela para os nutrientes e para o metabolismo proveniente da mãe para a criança. A pesquisadora ainda afirma que a quantidade de ácidos graxos pode gerar uma sobrecarga para o embrião.

"Isto sugere que já no momento do nascimento existem perturbações metabólicas detectáveis resultantes da obesidade materna", afirma Isganaitis. Além da obesidade, as mudanças nas células também podem acarretar diabetes tipo 2, em resistência à insulina.

Os pesquisadores ainda estudarão mais sobre células umbilicais e de sangue em recém-nascidos em Boston, para entender se os resultados do estudo são confirmados nesta população. São planejadas também análises semelhantes em crianças nascidas de mães que têm diabetes gestacional ou diabetes tipo 1.

A pesquisadora espera que, futuramente, seja possível usar marcadores de sangue capazes de identificar embriões com risco de desenvolver obesidade ou diabetes tipo 2, para que possam fazer o acompanhamento médico adequado.

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