Saiba como funciona o Criolipólise, o tratamento que congela a gordura

Um procedimento menos doloroso que ajuda a reduzir 25% de gordura na área tratada. Entenda como funciona o tratamento.

fonte: Guiame, com informações de Fioforma/MdeMulher

Atualizado: Quarta-feira, 4 Março de 2015 as 4:10

Tratamento Criolipólise ajuda a conquistar a barriga sequinha em pouco tempo
Tratamento Criolipólise ajuda a conquistar a barriga sequinha em pouco tempo

Você já ouviu falar no Criolipólise? A nova tecnologia está fazendo sucesso nesse verão, pois consiste em reduzir cerca de 25% de gordura na área tratada – o frio atinge as células adiposas, que, em até oito semanas, entram em morte celular. É mais um dos tratamentos sem agressão para eliminar a gordura do corpo. A técnica - desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard - está cientificamente comprovada e está sendo cada vez mais indicada pela classe médica.

A dermatologista Mariana Barbato, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que este é um procedimento, sem cortes nem agulhas, que reduz a gordura localizada que persiste mesmo com dieta e exercícios. 

O primeiro no mercado foi o CoolSculpting, – alguns são genéricos e usam apenas o nome de criolipólise, e outros levam marcas como Bio Redux, Crio Redux e Cool Shaping. A única mudança são os equipamentos, onde existem os mais anatômicos, ideais para serem usados em culotes e braços, os que pinçam uma quantidade maior de gordura e os que tratam duas regiões ao mesmo tempo.

Vale checar r se o equipamento utilizado tem registro na Anvisa. “É importante ter indicação e acompanhamento médicos, pois o frio mal aplicado, sem a proteção de uma manta, causa queimaduras”, diz Daniela Lemes, dermatologista do Rio de Janeiro. 

Veja como é feito o procedimento.

De acordo com o endocrinologista, Danilo Hofling, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, conta que a criolipólise utiliza o resfriamento intenso e controlado da gordura localizada para destruí-la. O resfriamento controlado age danificando seletivamente as células adiposas, que são mais sensíveis ao frio, sem causar qualquer dano a nervos, músculos e outras estruturas circunjacentes. Na prática o que acontece é a morte da célula de gordura.

A eliminação das estruturas celulares destruídas pela baixa temperatura é feita pelo sistema imune e a gordura é conduzida ao fígado pelo sistema linfático para sua metabolização. "Uma vez que o sistema linfático leva apenas uma pequena quantidade diária de gordura para ser metabolizada, não há perigo de sobrecarga do fígado nesse processo", ressalta o especialista.

Procedimento sem cortes e injeções
A criolipólise é feita com a ajuda de um aparelho específico cujos aplicadores acoplam-se perfeitamente às diferentes áreas do corpo. "Para a região da barriga existe uma ponteira grande, já para as costas e pneuzinhos laterais utiliza-se a ponteira menor", explica a especialista Mariana Barbato. Em seguida o aparelho exerce um vácuo sobre a gordura e o tecido adiposo da região é resfriado. Não é feito qualquer procedimento com agulhas ou incisões durante a técnica.

Segundo a dermatologista, pode haver dor no momento do vácuo, mas após o congelamento da gordura a região fica anestesiada. "Também pode haver desconforto na hora de retirar o aplicador, mas nada muito forte", conta. "Os hematomas não são frequentes, mas quando aparecem são transitórios".

Corpo em forma em duas sessões

Para Mariana,  uma ou duas sessões já são suficientes. Mas há casos em que são necessárias mais sessões. A partir do décimo dia a quebra de gordura já pode ser visível, mas o efeito máximo acontece de dois a três meses após a sessão. "É possível medir a diferença na fita métrica, mas a melhor maneira de fazer a comparação de fotografias de antes e depois, na mesma posição", explica a especialista. Para Mariana Barbato, pode haver redução de 25% da gordura em apenas uma sessão. Mas claro, os resultados variam de pessoa para pessoas. Em uma única sessão, estudos científicos em Harvard apontam redução de 20% a 25% da gordura localizada na região tratada.

Já a dermatologista Tatiana Jerez, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conta que caso a gordura removida na primeira sessão não tenha sido suficiente, uma segunda sessão pode ser feita cerca de dois meses após a primeira no mesmo local. "Não existem sessões de manutenção, para manter o resultado obtido deve-se evitar o ganho de peso, através do meio tradicional: dieta controlada e pratica de atividade física".

 

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