Saiba como não cair em projetos comuns de verão

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Quinta-feira, 4 Dezembro de 2014 as 11:32

Poucos meses atrás, muitos aderiram o projeto verão, mantendo uma rotina de exercícios e alimentação saudável. Há aqueles que entraram em uma dieta mais radical, queixando-se de fome, má-disposição e mau humor.

Embora ainda não tenha descoberto a fórmula mágica para emagrecer, muita gente prefere se expor aos riscos da saúde e as mais absurdas dietas em nome de quilinhos a menos.

Confira as dicas para fugir de 22 pegadinhas, segundo muitos especialistas.


Tomar laxantes e diuréticos
Sem indicação médica, este tipo de medicamento pode levar à perda de líquidos e não à perda de massa gorda, lembra Andrea. Ela ressalta que eles também podem prejudicar a saúde e devem ser usados apenas com sob orientação médica.

Trocar uma refeição por uma “saladinha”
É só pensar em biquíni e em praia que muita gente passa a ‘amar’ salada. Mas trocar uma refeição rica em fibras, proteínas e carboidratos por um prato única e exclusivamente composto de folhas verdes não vai matar a fome.

Segundo Eric, a salada, sozinha, não consegue oferecer o que o corpo precisa, especialmente em termos de calorias e proteínas. “Você pode encher o estômago com a salada, mas em pouco tempo estará com fome de novo, pelo simples fato do seu corpo não ter recebido tudo o que precisa para ter saciedade”, afirma.

Tomar termogênico sem orientação
Os termogênicos geralmente são utilizados para melhorar a performance nos treinos aeróbios, musculares e até para diminuir o percentual de gordura, explica Marcelo.

No entanto, exigem cuidado. “Suas fórmulas contêm substâncias estimulantes, que elevam a temperatura corporal e aumentam a frequência cardíaca para aumentar o metabolismo. O maior problema disto é que a pressão arterial também aumenta, o que potencializa o risco de um problema cardíaco e em alguns casos pode ser grave”, informa. O profissional indica a orientação de uma nutricionista, que, com um plano bem estabelecido, poderá até mesmo dispensar o uso deste recurso.

Substituir alimentação por shakes
Outra solução rápida, que parece milagrosa, é a substituição de refeições por shakes. No entanto, Adriana avisa que estes produtos são deficientes em fibras solúveis que auxiliam na saciedade. “Outro ponto negativo é a dificuldade de manter este comportamento após a perda de peso; portanto podendo contribuir para o reganho de peso”, afirma.

Trocar tudo por diet e light, mas exagerar na quantidade
Antes de qualquer orientação, vale ressaltar algumas características destes alimentos. Segundo Eric, os produtos light geralmente são modificados, e muitos levam mais conservantes, edulcorantes e demais produtos que não são saudáveis.

O diet, por sua vez, é para ser usado por quem tem problemas de saúde específico, como os diabéticos. “Nesse caso, pode ter menos açúcar e mais gordura. O diet pode ser até mais calórico”, lembra.

Não se trata de deixar de comer alimentos diet e light, e nem de comer só eles. Mas de encontrar o equilíbrio. Para o especialista, é preciso ter consciência sobre o que se come e fazer uma mudança saudável. “Por exemplo, 93 g de chocolate ao leite fornecem 500 calorias. São as mesmas de 1600 g de morango. Tudo é uma questão de escolha”, analisa.


Usar adoçante em tudo
Na ânsia por comer doce, muita gente acaba exagerando no uso de adoçante. Mas de acordo com Adriana, em excesso ele pode acarretar doenças metabólicas como diabetes e obesidade. “O ideal seria evitar adoçar as bebidas ou utilizar quantidades pequenas de adoçantes”, alerta.

Usar moderadores de apetite sem orientação médica
“Os medicamentos que moderam o apetite agem em neurotransmissores específicos. Mexer nesses receptores sem ter pleno conhecimento das suas características e efeitos colaterais que os medicamentos podem proporcionar, pode ser muito prejudicial à sua sanidade mental”. O alerta é do médico Eric. Ele explica que muitas pessoas não conseguem se livrar dos medicamentos porque não mudam seu estilo de vida.

Não comer carboidrato à noite
Não existe comprovação científica de que o fato de parar de comer carboidrato à noite possa resultar em emagrecimento, explica Andrea. “Geralmente, fazemos dietas com restrição de carboidrato ao longo do dia, mas não apenas um período. Isso também pode ser compensado em algum outro período do dia, quando você come mais carboidrato do que o recomendado”, observa.

O carboidrato inclusive pode auxiliar na hora de dormir, segundo Adriana, pois possui triptofano, substância necessária para uma boa noite de sono.

Ficar muitas horas de jejum
Mais uma vez o prejudicado, diante deste cenário, é o metabolismo. Andrea explica que o hábito diminui o metabolismo e o gasto energético, daí a recomendação bastante conhecida de se comer em pequenas porções e intervalos menores, de três em três horas.

Trocar refeições por grandes porções de frutas
De acordo com Adriana, o bom funcionamento do metabolismo exige a combinação de carboidratos – de preferencia integrais –, proteínas, vitaminas e minerais. “Ingerir apenas frutas pode causar deficiência proteica e ingestão de grande quantidade de frutose, que pode acarretar em doenças como diabetes”, ressalta a especialista.

Malhar em jejum
O treino em jejum virou moda há algum tempo, após ser difundido por alguns famosos e fisiculturistas. Mas segundo Marcelo, o método só serve para esportes de competição. “Não é saudável, e não é raro atletas desmaiarem por conta desta prática”, ressalta.

Quem pratica atividade física precisa de glicogênio muscular e hepático como reserva, informa o especialista. “Caso contrário, não terá energia suficiente para a realização dos exercícios, além do risco de ter uma hipoglicemia – baixa taxa de açúcar no sangue – e desmaiar.”

A dica de Adriano é apostar nos alimentos ricos em carboidratos e com baixo índice glicêmico antes da malhação.


Depositar toda a expectativa no coitado do chá verde
O chá verde é frequentemente associado ao emagrecimento e, de acordo com Andrea, ele de fato auxilia na perda de peso, com uso regular, pela quantidade de fibras e antioxidantes. Mas não adianta só tomar pela manhã e achar que ele vai operar milagres ao longo do dia. Pode tomar, sim, seu chá verde, mas mantenha uma alimentação balanceada ao longo do dia e inclua a prática de atividades físicas.


Tirar glúten e lactose da dieta
Depois de muitas famosas anunciarem a perda de peso retirando o glúten e a lactose da dieta, o assunto virou febre e muita gente assumiu estas novas restrições sem consultar ninguém. De acordo com Andrea, isso deve ser realizado apenas em pessoas que tenham intolerância a ambos. “A sua retirada pode levar a emagrecimento porque reduz alguns alimentos que são calóricos, em grandes quantidades. Mas, não leva a grande perda de peso em curto espaço de tempo.”


Começar a usar suplemento sem orientação médica
“Há dezenas de suplementos diferentes com finalidades diferentes. Se você não utilizar o que seu corpo precisa, não terá o resultado que deseja”, alerta Eric. Segundo ele, grande parte das pessoas na verdade não necessita de suplementos.

Trocar tudo por integral e esquecer-se da quantidade
Aquele pão preto, cheio de grãos, ou um espaguete integral não parece tão ofensivo. Mas tudo ingerido em grandes quantidades engorda.

De acordo com Eric, a troca por integral é benéfica, mas é preciso lembrar que o excesso pode levar ao ganho de peso. “O integral costuma ser mais volumoso que a versão refinada e traz mais saciedade e, por isso, é muito bem-vindo. Mas o ideal é não consumir em excesso, mesmo sendo integral”, reforça.


Não jantar
De acordo com a nutróloga Andrea, ficar sem jantar acaba reduzindo o metabolismo, o que automaticamente diminui o gasto de energia. “Ao longo do dia seguinte, isso tende a ser compensado em algum momento, quando você sentirá mais fome e comerá mais. Se isso funcionasse, bastaria tirarmos o jantar das pessoas que elas emagreceriam”, completa.

Trocar sucos por refrigerante diet e light, e perder a noção da quantidade
“Refrigerante não é alimento. Ele não deveria fazer parte do cardápio de ninguém, pois não traz nada que agregue saúde”, dispara Eric. Para o especialista, não importa se é diet e light, uma vez que qualquer um dos dois é carregado de substâncias químicas “que afetam a flora intestinal, as células intestinais e trazem mais trabalho ao fígado”.

Comer só proteína
O hábito pode ajudar sim na perda de peso, confirma Adriana. Os efeitos colaterais, no entanto, são relevantes. Falta de concentração, irritabilidade e obstipação intestinal, são alguns dos sintomas listados pela especialista. Ela novamente ressalta que, assim como outras mudanças radicais, este é um hábito difícil de ser mantido a longo prazo. Assim, na mesma velocidade que a pessoa perde peso, ganha quando retoma sua rotina anterior.

Apostar em um pacote de drenagem linfática e achar que ele vai resolver a vida
Marcelo não descarta os benefícios da técnica, mas afirma que, isoladamente, ela não é capaz de enrijecer os músculos ou diminuir a celulite. “O exercício físico e dieta são primordiais, eles vão ajudar na diminuição do percentual de gordura. Perdendo a gordura que fica entre a pele e músculos, vai diminuir bastante a aparência das celulites, além da musculatura ficar mais firme e com contornos mais definidos”, reforça.

Começar a ‘puxar ferro’ sem antes ter feito alguma avaliação
Sem a orientação de um profissional fica difícil saber quais são suas necessidades e o seu limite muscular. “A avaliação de um educador físico vai garantir que a pessoa esteja realizando uma atividade segura e compatível com o seu nível de condicionamento”, afirma Marcelo.

Apostar em algo aparentemente menos nocivo, como correr na rua, também expõe a pessoa a riscos. “Por mais que a prática da corrida seja bem democrática, é interessantíssimo que um professor de educação física faça uma avaliação e prescreva o volume e intensidade de treino ideal”, orienta Adriano.

Fazer aeróbico, mas esquecer da parte muscular
“As pessoas imaginam que somente o treino aeróbio emagrece, ficam horas na esteira e esquecem que a musculação também tem um grande e importante papel no emagrecimento”, pontua Marcelo.

Na verdade, é preciso aumentar a massa magra para conseguir emagrecer, e isso se conquista com a musculação.

Marcelo compara o corpo humano com um automóvel. “Se você tem um motor 1.0, consome menos combustível e tem uma potência baixa. Já um motor 3.0 consome muito combustível e com isso tem grande potência. É o que acontece com o nosso metabolismo: quanto mais musculatura, maior o seu consumo de combustível, que no nosso caso são as fontes energéticas, como gordura e carboidratos, e com isso vem o emagrecimento.”


Se matar na academia
Todo mundo sabe que não existe nenhuma atividade física que dê resultado relevante em tão pouco tempo. “É muito comum, quando chegamos perto do verão, as pessoas intensificarem ou iniciarem um treinamento na ilusão de que conquistarão o corpo para vestir o sonhado biquíni na praia”, confirma o professor Marcelo.

Para os sedentários, a atenção deve ser redobrada. “Eles não têm musculatura, articulações e nem aparelho cardiovascular preparado para o treino, por isso, deve acontecer de forma gradativa”, explica.

Para quem já treina, o aumento repentino de volume e intensidade também pode trazer sobrecarga e lesões. Por isso, o ideal é aumentar as atividades gradualmente, sempre com acompanhamento de um profissional.

Adriano orienta fazer o “básico bem feito”. “Se os exercícios propostos são para serem executados em 45 minutos, que sejam 45 minutos bem treinados”, reforça.

 

com informações de: Terra

 

 

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