Baleias fazem visita a Abrolhos e encantam turistas

Baleias fazem visita a Abrolhos e encantam turistas

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:10

Encerra em novembro a temporada das baleias jubarte no litoral sul da Bahia. Todos os anos, a partir de julho, os animais viajam cerca de 4500 km das geladas águas da Antártica para a região do Parque Nacional Marinho dos Ambrolhos, onde fazem o acasalamento ou têm os seus filhotes. Até meados de novembro elas oferecem um deslumbrante e magnífico espetáculo, com saltos, mergulhos e jatos de água aos turistas.

Portanto, se quiser ver o show desses mamíferos é melhor apressar o paço, senão, só no próximo ano.

Majestosa por natureza, as baleias jubarte chegam a medir 16 metros e pesar em torno de 40 toneladas.

Ilhas vulcânicas - Abrolhos é um arquipélago formado por cinco ilhas de origem vulcânica de aproximadamente 52 milhões de anos. As ilhas ficam a cerca de 70 km da costa de Caravelas (a 847 km de Salvador), de onde partem as embarcações levando os turistas.

As águas transparentes, quentes e ricas em corais, são um berçário para várias espécies de peixes e crustáceos, que fazem de Abrolhos um convite para o mergulho. Esse ambiente é que motivou o espanhol José Antonio Gallardo, 44 anos, a conhecer as profundezas da região. "Alguns amigos haviam me indicado o passeio,  mas o local é muito lindo. Valeu a pena ter conhecido", informa.

Além dos mergulhos, os turistas desembarcam na Ilha Siriba, onde percorrem uma  trilha, permitindo a proximidade com as aves e animais, sempre acompanhados por um guia.

Quatro empresas oferecem o passeio, que custa R$ 250 por pessoa (já inclusas as taxas de visitação), com direito a café da manhã, almoço e 

lanche. O trajeto é feito em torno de 3 horas, partindo por volta das 7h30  e com chegada às 18 horas.

Atrativos de Prado - A região conhecida como Costa das Baleias também abriga Prado (a 796 km ao sul da Bahia), uma dessas cidades que encantam "gregos e baianos" por suas belas praias cercadas por falésias e manguezais. Esse encanto acontece por conta dos seus quase 85 km de litoral.

Segundo seus moradores, teria sido em Prado, na foz do Rio Cahy, o primeiro ponto de terra em que os ocupantes da esquadra de Pedro Álvares 

Cabral teriam descido e onde teriam feito o primeiro contato com os índios, durante a descoberta do Brasil, em 1500. Se é verdade, não ficou reconhecido, mas quem acabou levando o feito foi a cidade vizinha, Porto Seguro.

Com uma população de 27.627 habitantes (IBGE 2010), Prado tem boas pousadas e excelentes restaurantes para todos os gostos e bolsos. Durante o verão, esse número duplica, principalmente de visitantes mineiros e capixabas.

Boa comida - Em Prado, todos os anos acontece o Festival Gastronômico e Cultural. Esse ano, na sua sétima edição, o tema escolhido é O camarão nosso de cada dia. Os pratos criados para o festival acabam sendo incorporados ao cardápio dos restaurantes, podendo ser saboreados por visitantes em outras ocasiões.

Um exemplo do reduto dessa gastronomia é o Beco das Garrafas, uma pequena rua localizada na praça principal, onde estão alguns restaurantes que participam do evento.

A Vila de Cumuruxatiba (a 22 km do centro), formada inicialmente por pescadores, disponibiliza inúmeras pousadas, bares, restaurantes e 

barracas de praia. Com um mar esverdeado, águas rasas, quentes e tranquilas, o local tem uma beleza sem igual, devido a sua rusticidade e natureza exuberante.

Em Comuru (como a vila é carinhosamente chamada pelos moradores), os turistas vão encontrar Luciana Oliveira, 51 anos, popularmente conhecida como Lucinha das cocadas. Há mais de 20 anos vendendo os quitutes, com um sorriso sempre cativante a doceira encanta os visitantes pelas histórias. Ela esbanja simpatia aos clientes. "Quando me perguntam se tenho mau humor, digo: O que é isso?", brinca.

Parapente - Voar não é somente para os pássaros, essa é a impressão de quem visita a região de Comuruxatiba ao se deparar com o piloto de parapente Janderson Martins, 43 anos. Um ex-policial e bombeiro que largou a vida militar para morar num mosteiro zen budista, onde virou monge. "Minha paixão pelo voo surgiu quando trabalhava em um spa zen, próximo à Pedra da Gávea, e via os pilotos decolando. Mudei para o interior de Minas e decidi me tornar piloto de voo livre", complementa.

Do alto se pode ter uma noção das belezas naturais do município. São quilômetros e quilômetros de praias desertas, falésias, manguezais e um mar esverdeado de matar qualquer mineiro de inveja. "Depois que a gente tira os pés do chão, não enxerga o mundo da mesma forma", diz .

 

Mas Janderson adverte que, apesar da beleza do voo livre, é necessário tomar algumas precauções, principalmente com relação aos equipamentos e aos ventos. "O ideal é que seja um vento leste com velocidades de 15 a 25 km por hora. Velocidade superior não recomendo arriscar", informa o piloto.

Com informações do Portal da Tarde

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