Dicas de turistas experientes para viajar com crianças

O UOL reuniu a experiência de quatro mães que viajam com frequência para mostrar os cuidados e dicas de viagem com crianças. Confira!

fonte: Guiame, com informações de UOL

Atualizado: Quarta-feira, 16 Novembro de 2016 as 8:59

Viajar com crianças exige atenção redobrada, mas não é uma missão impossível. (Foto: Barefoot Blonde)
Viajar com crianças exige atenção redobrada, mas não é uma missão impossível. (Foto: Barefoot Blonde)

Viajar com crianças exige atenção redobrada, mas não é uma missão impossível. Isso é o que garante a empresária Lia Castro, de 30 anos, autora do blog O Caracol Viajante. Antes de completar dois anos, sua filha já havia conhecido seis países.

"Eu fiz minha primeira viagem com a Eva quando ela tinha apenas quatro meses e, desde então, não parei mais", conta Lia ao UOL Viagem.

Ela destaca que um dos pontos mais importantes na hora de programar as férias em família é escolher bem o destino e o roteiro. "Tem que incluir a criança, para que ela possa curtir também. O ideal é equilibrar os interesses dos pais e dos filhos", afirma.

A escritora canadense Claudia Laroye, de 48 anos, fundadora do site The Travelling Mom ("A Mãe Viajante", em português), também planeja a viagem pensando nos pequenos. "Eu sempre pesquiso antes os restaurantes que têm pratos para crianças, para facilitar o dia a dia no destino e garantir que elas se alimentem bem", ela conta.

Bagagem

É importante incluir na bagagem os itens que a criança costuma utilizar no dia a dia. "Além de fazer uma mala só para a Eva, sempre levei a fralda e o leite em pó a que ela estava habituada a usar. Já aconteceu de chegar em um destino e todos os restaurantes estarem fechados. A mamadeira foi a única solução", diz Lia.

A empresária Maira Parrilha, de 37 anos, levou a filha Sofia à Disney logo que a bebê completou um ano e preferiu fazer uma bagagem mais leve e contratar o serviço de lavanderia dos hotéis. "Fiquei 45 dias na Flórida e passei por locais diferentes. Mudei de hotel quatro vezes. E carregar várias malas, nessas ocasiões, é sempre muito complicado", avalia.

Ela também decidiu comprar um carrinho modelo guarda-chuva, que facilitou o deslocamento de Sofia nos parques e possibilitou que a bebê pudesse tirar boas sonecas. "Ele é leve, fácil de montar e desmontar", recomenda Maira.

Além disso, é importante levar medicamentos que a criança costuma usar em casa e remédios para indisposições que podem ser ocasionadas pela viagem. "Na bagagem de mão, vale ter medicamentos para o caso de a criança sentir dor de ouvido, por exemplo, quando o avião decola ou pousa", indica Claudia.

Entretenimento

Vale carregar um kit com os brinquedos preferidos da criança para driblar o tédio. "Quando viajamos de um país para outro de trem, separei desenhos, lápis de cor, massinha e giz de cera. Brincando, a viagem passou muito mais rápido", conta Lia.

Na família de Claudia, os audiolivros fazem o maior sucesso. "Eles capturam a atenção das crianças e fazem a imaginação voar", garante. Nas viagens mais longas, ela usa também outra tática: comprar um brinquedo novo e mostrar ao bebê quando já estão no caminho.

Alimentação

Acostumada a realizar viagens longas com a família toda, Claudia prefere alugar apartamentos ou casas, em vez de se hospedar em hotéis. "Com crianças pequenas, sempre achei mais tranquilo preparar algumas refeições em casa e ter onde lavar a roupa", explica.

A empresária americana Shweta Malik, de 35 anos, viaja desde que a filha Kiana tinha apenas dois meses de idade. Ao contrário de Claudia, ela ela não abre mão da hospedagem em um hotel cuja cozinha funcione por 24 horas. "Assim, é possível pedir a comida que ela gosta ou um leitinho quente a qualquer hora", afirma Shweta.

Cuidados adicionais

Uma boa dica é saber de antemão a quais hospitais recorrer, caso o bebê precise de atendimento médico de emergência. O cuidado fez toda a diferença quando Sofia começou a chorar sem parar no quarto de hotel. "O frio estava muito intenso e, no médico, descobrimos que era uma amigdalite. Por sorte, eu já havia pedido indicação de uma clínica que nosso seguro cobria, cujo médico falava espanhol", conta Maira.

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