Viagem ao exterior: 5 dicas não perder dinheiro com o câmbio

O UOL listou algumas dicas de especialistas que podem ajudar a não perder dinheiro com o câmbio. Confira!

fonte: Guiame, com informações de UOL

Atualizado: Quinta-feira, 18 Agosto de 2016 as 10:30

A variação de preço da moeda é uma constante que pode apresentar complicações. (Foto: Getty Images)
A variação de preço da moeda é uma constante que pode apresentar complicações. (Foto: Getty Images)

Comprar moedas estrangeiras traz custos extras no bolso dos turistas, como as taxas pela importação do dinheiro e a cobrança feita pelas casas de câmbio para oferecer o serviço aos clientes. Além disso, a variação de preço da moeda é uma constante que pode apresentar complicações no momento de converter o dinheiro.

O UOL listou algumas dicas de especialistas que podem ajudar a não perder dinheiro com o câmbio. Confira:

1. Não compre moedas com pouca circulação no Brasil

"O peso chileno é um exemplo de moeda difícil de encontrar nas casas de câmbio brasileiras e, por isso, as cotações não costumam ser favoráveis", diz James Teixeira, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras, da Universidade de São Paulo. Isso significa que ao viajar para locais como Chile, Uruguai, Argentina, Japão, Noruega, Dinamarca, África do Sul e Tailândia será sempre mais vantajoso comprar dólares americanos no Brasil e depois trocar pela moeda local quando chegar ao destino.

Apesar de ser taxado duas vezes — ao comprar dólar e ao trocar por outra moeda, ainda assim você irá economizar. "As casas de câmbio desses lugares negociam dólar americano, que é uma moeda forte, a margens melhores e você perderá pouco o seu poder de compra", explica Eduardo Infante, especialista em finanças e professor do Departamento de Administração da Universidade Federal de São João del-Rei.

2. Real não serve para tudo

Em algumas cidades da América Latina é possível fazer boa negociação com a moeda brasileira em troca da local. "Você estará sujeito a taxa do dia, que pode ser favorável ou não. Mas, na média, a cotação vale a pena", explica Teixeira. É o caso de Buenos Aires, na Argentina, Santiago e Valparaíso, no Chile, e a capital uruguaia, Montevidéu. No entanto, fora desses destinos, ainda que nos mesmos países, o real pode não ser valorizado e o turista perderá dinheiro. Melhor levar dólar ou outra moeda forte do local.

3. Respeite a moeda local

Não vá ao Reino Unido com euro, à Europa com dólar americano ou aos Estados Unidos com dólar canadense. Isso porque você será obrigado a trocar de moeda duas vezes — no Brasil e ao chegar lá — e a dupla taxa, neste caso, significa prejuízo. "Como são moedas mais valorizadas frente ao real, a perda em cada câmbio é maior", afirma a economista Cristiane Mancini. A exceção é se você possuir essas moedas guardadas em casa, aí vale a pena levar e trocar lá.

4. Evite trocar dinheiro no aeroporto

Se for realmente necessário, como para pegar um táxi até o hotel, troque apenas uma pequena quantia, diz o economista Bruno Paulo Ferreira, proprietário de loja de câmbio on-line. Como quase tudo que é vendido em aeroporto, as taxas de câmbio também costumam ser mais altas. "Depois, com calma, busque as casas de câmbio na região com melhores valores. Vale a pena pedir indicações para o gerente do hotel", diz.

5. Pesquise antes de comprar

O Banco Central divulga um ranking em seu site (www.bcb.gov.br/rex/vet/index.asp) que mostra o quanto bancos e casas de câmbio cobraram, em média, por uma moeda estrangeira no mês. Os números se referem ao valor efetivo total (VET), que inclui a taxa de câmbio, as tarifas e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A lista é relativa aos meses anteriores, mas pode ser usada como referência de locais que costumam vender a moeda mais barata. Segundo Cristiane, as cotações também variam conforme cidades e regiões de um mesmo município. "As casas de câmbio próximas às atrações turísticas ou em shoppings também podem ser mais caras", finaliza.

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