Fashion Hitler, eca!

Fashion Hitler, eca!

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 às 09:10

A indústria da moda é exatamente isso: uma indústria. Como tal, precisa vender em grande escala para manter saciada a fome de lucro e não permitir a queda nas vendas, não basta lançar uma camisa, um vestido ou uma calça, é necessário lançar moda. Porque se virar moda, vende.

Não adianta fugir ou fingir. Senão todos, quase todos nós elegemos uma estética do nosso agrado. Até o jeans rasgado da moçada é milimetricamente rasgado, é a estética propositalmente despojada para satisfazer os anseios de liberdade, casualidade e pós-modernismo de parte da juventude. Enfim, é moda. E se é moda, vende.

A moda traz tendências embutidas em suas propostas de cores, cortes e combinações. Como exemplo é fácil perceber a sensualidade presente a cada coleção. Não é necessário ser um estudioso ou profissional da área para constatar o apelo sensual nas peças, basta olhar vitrines, anúncios, outdoors e corredores dos shoppings que encontraremos fartos exemplos.

O desafio para todos nós é estarmos passo a passo com nosso tempo sem perdermos o compasso da história. Modernidade, sim. Vulgaridade, não. Contemporâneidade, sim. Insanidade, não. Ops, insanidade na moda? É possível? Para mim, infelizmente, sim.

Na cidade indiana de Ahmedabad, dia 19.08.12, foi inaugurada a loja de roupas Hitler, com a suástica nazista servindo de pingo no i. A polêmica foi estabelecida, a comunidade judaica está protestando exigindo a mudança no nome.

A história é farta nos seus registros quanto aos 6 milhões de judeus que morreram vítimas do holocausto comandado por Hitler de forma insana. Vermos o mercado do mundo fashion lançar uma grife com o nome do ditador beira a insanidade, num deboche recheado de desrespeito pela vida e história de um povo.

O que escrevo não vale apenas para judeus. Qualquer povo violentado nos seus direitos e dignidades precisa ser respeitado, seja muçulmano, africano, brasileiro, argentino, ruandense, colombiano, haitiano, americano etc. A tragédia de alguém jamais deveria se tornar o apelo de marketing para se vender moda.

E se a moda pega? Bem, no Brasil não seria difícil vermos o Jeans Fernandinho Beira Mar, o tênis Comando Vermelho, os ternos exclusivos da grife Primeiro Comando da Capital. Deprimente, maluco, mas possível.

Que a moda não nos cegue, pois um holocausto invisível vai engolindo cada vez mais pessoas. São descuidados que consomem moda sem qualquer

crítica ou questionamento, numa filosofia simplista que aceita qualquer coisa, desde que esteja na moda. O holocausto do qual falo é este que asfixia valores e sonhos, sufocando as esperanças de toda uma geração que vai aceitando tendências bárbaras com total passividade.

Querem vestir corpos com o nome daquele que ordenou a morte de milhões de corpos? Não! Revista-se todo dia do Senhor Jesus, aquele que deixou morrer o Seu próprio corpo para fazer viver milhares de outros corpos.

Paz!

 

por Edmilson Mendes
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