A 9ª edição do Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica (CIAB), promovida pelo Moriah International Center com apoio do Ministério do Turismo de Israel, se consolidou como um marco acadêmico e espiritual.
Bem organizado e tecnicamente estruturado, o evento trouxe uma abordagem científica e histórica ainda pouco acessível à maioria das igrejas brasileiras.
Reunir grandes especialistas em um único congresso é tarefa desafiadora, mas essencial diante da escassez teológica que o Brasil enfrenta.
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Luiz Sayão ao lado de congressistas durante a 9ª edição do Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica (CIAB). (Foto: Silas Anastácio)
Considerado pelos organizadores o maior congresso internacional de arqueologia bíblica da América Latina, o CIAB ofereceu três dias de programação intensa, explorando a relação entre fé, história e ciência.
Foram apresentadas descobertas que contextualizam relatos e acontecimentos registrados na Bíblia, ampliando a compreensão das Escrituras.
A abertura foi conduzida por Ariel Horovitz, diretor e fundador do Moriah International Center e idealizador do CIAB.
Em sua exposição, apresentou um panorama histórico de Israel, abordando períodos como o medo-persa, o babilônico, a queda de Jerusalém, os impérios grego e romano, além do contexto de Jesus e das cartas de Paulo.
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Congressistas durante a 9ª edição do Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica (CIAB). (Foto: Silas Anastácio)
Um dos pontos altos foi a presença de palestrantes israelitas, reforçando a relevância da herança judaica tanto sob a ótica histórica quanto contemporânea.
Entre os especialistas que participaram do congresso, trazendo análises históricas, arqueológicas e contemporâneas, estavam:
Ariel Horovitz – Diretor e fundador do Moriah International Center, idealizador do CIAB.
Prof. Luiz Sayão – Biblista e hebraísta, considerado o maior especialista em hebraico bíblico do Brasil.
Dr. Yehiel Zelinger – Arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel, especialista na arqueologia de Jerusalém.
Me. Federico Kobrin – Arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel, especialista em Jerusalém e Judá na época do Primeiro Templo.
Rivka Dvira – Linguista da Academia da Língua Hebraica.
Me. Zachi Dvira – Diretor do Projeto de Peneiramento do Monte do Templo, especialista em descobertas arqueológicas no Monte do Templo.
Dr. Claiton Kunz – Pesquisador do Novo Testamento e diretor da Faculdade Batista Pioneira.
Dr. Efstathios Tsotsos – Pesquisador da cultura helenista e conferencista internacional (Grego).
A diversidade de especialistas contribuiu para aprofundar as discussões sobre arqueologia, contexto histórico e interpretação das Escrituras.
Na abertura, Sergio Napchan, diretor executivo da Confederação Israelita do Brasil (CONIB), homenageou o Prof. Luiz Sayão e destacou em seu discurso a importância da memória e da herança judaica para o mundo. Em suas palavras:
“Celebrar é também lembrar. E, para o povo judeu, lembrar significa preservar uma memória que resistiu ao tempo, às perseguições, aos exílios e às tentativas de apagamento. Uma memória que permanece viva e que ganha ainda mais importância diante do crescimento do antissemitismo em diferentes partes do mundo...”
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Congressistas durante a 9ª edição do Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica (CIAB). (Foto: Silas Anastácio)
Napchan ressaltou ainda que combater o antissemitismo é responsabilidade de toda sociedade democrática, e que apoiar Israel significa reconhecer não apenas o direito à existência e segurança do Estado, mas também a dignidade e os direitos de todos os povos da região. Concluiu lembrando que a arqueologia é um elo fundamental entre história, identidade e fé, ao revelar vestígios milenares da presença judaica na Terra de Israel.
Silas Anastácio (@silasas15) é uma figura de destaque no fomento das relações entre o Brasil e Israel. Autor, articulador, palestrante e estrategista institucional, trabalha para fortalecer o diálogo entre líderes, defender a liberdade religiosa e combater o antissemitismo. Suas iniciativas interligam as esferas cultural, diplomática e social, reforçando a cooperação entre comunidades e instituições.
* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
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