Congresso de Arqueologia Bíblica destaca descobertas que ajudam a compreender as Escrituras

A 9ª edição do evento reuniu especialistas brasileiros e israelenses para aprofundar a relação entre arqueologia, história, ciência e fé bíblica.

Fonte: Guiame, Silas AnastácioAtualizado: quinta-feira, 3 de setembro de 2026 às 16:53
Ariel Horovitz (à esquerda), diretor e fundador do Moriah International Center, e Sergio Napchan (ao centro), diretor executivo da Confederação Israelita do Brasil (Conib), durante o congresso. (Foto: Silas Anastácio)
Ariel Horovitz (à esquerda), diretor e fundador do Moriah International Center, e Sergio Napchan (ao centro), diretor executivo da Confederação Israelita do Brasil (Conib), durante o congresso. (Foto: Silas Anastácio)

A 9ª edição do Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica (CIAB), promovida pelo Moriah International Center com apoio do Ministério do Turismo de Israel, se consolidou como um marco acadêmico e espiritual.

Bem organizado e tecnicamente estruturado, o evento trouxe uma abordagem científica e histórica ainda pouco acessível à maioria das igrejas brasileiras.

Reunir grandes especialistas em um único congresso é tarefa desafiadora, mas essencial diante da escassez teológica que o Brasil enfrenta.

Luiz Sayão ao lado de congressistas durante a 9ª edição do Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica (CIAB). (Foto: Silas Anastácio)

Considerado pelos organizadores o maior congresso internacional de arqueologia bíblica da América Latina, o CIAB ofereceu três dias de programação intensa, explorando a relação entre fé, história e ciência.

Foram apresentadas descobertas que contextualizam relatos e acontecimentos registrados na Bíblia, ampliando a compreensão das Escrituras.

A abertura foi conduzida por Ariel Horovitz, diretor e fundador do Moriah International Center e idealizador do CIAB.

Em sua exposição, apresentou um panorama histórico de Israel, abordando períodos como o medo-persa, o babilônico, a queda de Jerusalém, os impérios grego e romano, além do contexto de Jesus e das cartas de Paulo.

Congressistas durante a 9ª edição do Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica (CIAB). (Foto: Silas Anastácio)

Um dos pontos altos foi a presença de palestrantes israelitas, reforçando a relevância da herança judaica tanto sob a ótica histórica quanto contemporânea.

Entre os especialistas que participaram do congresso, trazendo análises históricas, arqueológicas e contemporâneas, estavam:

Ariel Horovitz – Diretor e fundador do Moriah International Center, idealizador do CIAB.

Prof. Luiz Sayão – Biblista e hebraísta, considerado o maior especialista em hebraico bíblico do Brasil.

Dr. Yehiel Zelinger – Arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel, especialista na arqueologia de Jerusalém.

Me. Federico Kobrin – Arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel, especialista em Jerusalém e Judá na época do Primeiro Templo.

Rivka Dvira – Linguista da Academia da Língua Hebraica.

Me. Zachi Dvira – Diretor do Projeto de Peneiramento do Monte do Templo, especialista em descobertas arqueológicas no Monte do Templo.

Dr. Claiton Kunz – Pesquisador do Novo Testamento e diretor da Faculdade Batista Pioneira.

Dr. Efstathios Tsotsos – Pesquisador da cultura helenista e conferencista internacional (Grego).

A diversidade de especialistas contribuiu para aprofundar as discussões sobre arqueologia, contexto histórico e interpretação das Escrituras.

Na abertura, Sergio Napchan, diretor executivo da Confederação Israelita do Brasil (CONIB), homenageou o Prof. Luiz Sayão e destacou em seu discurso a importância da memória e da herança judaica para o mundo. Em suas palavras:

“Celebrar é também lembrar. E, para o povo judeu, lembrar significa preservar uma memória que resistiu ao tempo, às perseguições, aos exílios e às tentativas de apagamento. Uma memória que permanece viva e que ganha ainda mais importância diante do crescimento do antissemitismo em diferentes partes do mundo...”

Congressistas durante a 9ª edição do Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica (CIAB). (Foto: Silas Anastácio)

Napchan ressaltou ainda que combater o antissemitismo é responsabilidade de toda sociedade democrática, e que apoiar Israel significa reconhecer não apenas o direito à existência e segurança do Estado, mas também a dignidade e os direitos de todos os povos da região. Concluiu lembrando que a arqueologia é um elo fundamental entre história, identidade e fé, ao revelar vestígios milenares da presença judaica na Terra de Israel.

 

Silas Anastácio (@silasas15) é uma figura de destaque no fomento das relações entre o Brasil e Israel. Autor, articulador, palestrante e estrategista institucional, trabalha para fortalecer o diálogo entre líderes, defender a liberdade religiosa e combater o antissemitismo. Suas iniciativas interligam as esferas cultural, diplomática e social, reforçando a cooperação entre comunidades e instituições.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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