O técnico Silas, que se apresenta ao Grêmio na próxima semana, disse na última segunda-feira, dia 7, logo após receber o prêmio de segundo melhor técnico do Campeonato Brasileiro deste ano, que um grupo de oração ajudou muito o time do Avaí a chegar à sexta colocação da competição. Segundo ele, o amigo pessoal Johnny Monteiro fazia toda segunda-feira uma reunião com os atletas para orar, cantar e ler a Bíblia, ação que tinha participação de 99% do grupo.
"Isso deixava o ambiente muito bom dentro do elenco", ressaltou Silas.
Evangélico "desde o berço", ele diz que sua religião jamais atrapalhou o relacionamento com jogadores. Pelo contrário.
"A religiosidade não entra no vestiário. Ela fica fora de campo. Depois dos jogos, cada um faz a sua vida. Um baladeiro age tão errado como aqueles que tentam impor sua fé de maneira errada. Chego para ser o técnico do Grêmio, não para ser um pastor", comentou.
Recentemente, surgiram rumores de que seu estilo disciplinador vinha de uma religiosidade excessiva, o que poderia atrapalhar seu futuro em um clube grande.
"O futebol é um mercado muito lucrativo. Há 200 técnicos querendo trabalhar no Grêmio e 200 empresários por trás. E um monte de gente querendo que eu não vá para lá. Ficam falando essas bobagens", observou.
Silas garantiu que não teve problemas no Avaí.
"A maioria dos jogadores era católica, mas cada um respeitava o limite do outro", enfatizou.
Como jogador, em 19 anos de carreira, Silas vestiu as camisas de São Paulo, Internacional, Vasco, Sampdoria e San Lorenzo, além de disputar as Copas do Mundo de 1986 e 1990 pela Seleção Brasileira. Em 2004, pendurou as chuteiras na Inter de Limeira e mudou de carreira. Como treinador, iniciou a carreira no Fortaleza. No ano passado, foi eleito o melhor da Série B, quando conquistou o acesso com o mesmo Avaí.
