“A Igreja não parou”: Missionária diz que templos estão acolhendo vítimas na Colômbia

Em relato exclusivo ao Guiame, Carolina Alzate destaca a mobilização de cristãos e igrejas na Colômbia para levar ajuda material e espiritual aos atingidos pelo terremoto.

Fonte: Guiame, Adriana BernardoAtualizado: sexta-feira, 14 de agosto de 2026 às 14:14
Em depoimento exclusivo ao Guiame, a missionária Carolina Alzate relata as consequências do forte terremoto que atingiu a Colômbia e a atuação da Igreja local. (Foto: Captura de tela)
Em depoimento exclusivo ao Guiame, a missionária Carolina Alzate relata as consequências do forte terremoto que atingiu a Colômbia e a atuação da Igreja local. (Foto: Captura de tela)

Quatro dias após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia, o país ainda enfrenta as consequências da tragédia, enquanto equipes de emergência trabalham nas buscas, na assistência aos desabrigados e na remoção dos escombros.

Em meio ao cenário de destruição, igrejas colombianas estão se mobilizando para acolher desabrigados e oferecer ajuda material e espiritual às vítimas.

Em depoimento exclusivo ao Guiame, a missionária colombiana Carolina Alzate, que já esteve diversas vezes no Brasil ministrando ao lado de outros líderes cristãos, contou como as congregações locais têm reagido à tragédia. Ela afirmou amar profundamente o Brasil, país que considera seu “segundo lar”.

Ao relatar o atual cenário em seu país, Carolina destacou a gravidade do momento, mas também demonstrou esperança em meio à tragédia.

“A Colômbia está vivendo um dos momentos mais difíceis, mas cremos que Deus está fazendo algo mesmo em meio a tanta dor”, afirmou.

Segundo a missionária, a atuação dos cristãos tem chamado sua atenção desde os primeiros dias após o terremoto.

“A Igreja não ficou parada. A Igreja se uniu, e tem sido algo lindo ver como ela está se levantando e demonstrando o amor de Jesus em ação”, testemunhou.

Igrejas acolhem desabrigados

Carolina destacou especialmente as congregações que transformaram seus espaços em pontos de acolhimento e assistência para pessoas que perderam suas casas.

“Igrejas estão abrindo suas portas para acolher aqueles que ficaram sem casa e também estão servindo como locais onde as pessoas podem levar ajuda. Mas não estão oferecendo apenas ajuda material, e sim também espiritual”, contou.

Além de suprir necessidades emergenciais, os cristãos estão aproveitando a mobilização para oferecer apoio espiritual às famílias atingidas.

“Estão levando a mensagem de Jesus Cristo, para que, em meio à dor e a tanta escuridão, Jesus Cristo traga paz e cura, e para que o seu nome seja glorificado”, declarou Carolina.

Oração pela Colômbia

A missionária também fez um apelo aos cristãos brasileiros para que intercedam pelo país, especialmente pelas famílias que perderam parentes, casas e outros bens durante o terremoto.

“Pedimos que vocês levantem a Colômbia em suas orações. Cremos que Deus vai levantar a Colômbia das cinzas e cremos que está chegando um tempo de avivamento para a Colômbia”, disse.

Carolina pediu ainda oração pelas buscas por desaparecidos e pelas autoridades responsáveis por conduzir o país neste período de emergência.

“Intercedam e orem pelas famílias que perderam tudo e não têm um teto onde morar. Pelas famílias que perderam seus entes queridos, para que Deus traga consolo, paz e cura. Que mais pessoas sejam encontradas com vida e que famílias sejam reunidas.”

Além das orações, Carolina informou que, junto ao Kingdom International Ministry, está sendo realizada uma arrecadação para a compra de medicamentos, alimentos, suprimentos e materiais necessários aos trabalhos nas regiões atingidas.

Ao finalizar sua mensagem, a missionária reforçou a esperança cristã diante da tragédia: “Deus abençoe o Brasil. Deus abençoe a Colômbia. E que Jesus continue sendo a nossa esperança da glória”.

Maior magnitude registrada

O terremoto ocorreu às 7h34 da última segunda-feira (10), com epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, e profundidade de 103 quilômetros, segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC). O órgão classificou o tremor como o evento sísmico de maior magnitude registrado instrumentalmente naquela região.

Nesta quinta-feira (13), o número de mortos chegou a pelo menos 281, segundo balanço divulgado pela Reuters. Mais de 3.900 pessoas ficaram feridas e 379 continuavam desaparecidas. Mais de 150 réplicas também haviam sido registradas, aumentando os riscos para moradores e equipes de resgate.

Cerca de 44 mil famílias foram afetadas e milhares de imóveis foram destruídos ou sofreram danos. Cali, Pereira e outras cidades do oeste colombiano estão entre as localidades atingidas.

Em algumas regiões, as operações de busca já deram lugar à retirada de escombros, enquanto equipes continuam procurando sobreviventes em pontos onde ainda existe possibilidade de encontrar pessoas com vida.

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