Pastor é espancado até a morte por membros de gangue que evangelizava na Colômbia

Jesús Alberto evangelizava integrantes de gangues em áreas perigosas e foi espancado até a morte após se recusar a emprestar sua moto, que seria usada para transportar drogas.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian PostAtualizado: terça-feira, 20 de outubro de 2026 às 13:40
O pastor Jesús Alberto. (Foto: Reprodução/Facebook/Jesús Alberto Puerta Pérez)
O pastor Jesús Alberto. (Foto: Reprodução/Facebook/Jesús Alberto Puerta Pérez)

Um pastor foi espancado até a morte por membros de uma gangue criminosa que ele evangelizava em Cartagena, na Colômbia. O assassinato ocorreu depois que o líder se recusou a emprestar sua motocicleta aos criminosos.

Jesús Alberto Puerta Pérez, por vezes, emprestava a motocicleta a membros de gangues para os quais pregava. Porém, no dia 7 de outubro, ele recusou o pedido após ser avisado de que os homens pretendiam usar o veículo para transportar drogas e que já o haviam utilizado para cometer crimes.

Segundo a organização cristã Christian Solidarity Worldwide (CSW), com sede no Reino Unido, os criminosos planejavam envolver Jesús em um crime usando sua motocicleta. Diante da recusa do pastor, os homens o espancaram até a morte. Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas ao caso.

Além de pastor, Jesús trabalhava como mototaxista e fazia parte da Igreja La Antorcha Encendida, uma congregação independente. Em Cartagena, ele evangelizava moradores de rua e integrantes de gangues em regiões consideradas perigosas.

Ele e a esposa dedicaram oito anos ao trabalho missionário. O casal chegou a fundar uma igreja em María La Baja, cidade localizada a cerca de 70 quilômetros de Cartagena, na região de Montes de María.

Em dezembro de 2025, os dois retornaram a Cartagena depois de receberem ameaças devido ao ministério do pastor. Montes de María enfrenta há anos a atuação de grupos armados ilegais e gangues criminosas.

Mesmo depois da mudança, amigos e pessoas próximas continuaram alertando o pastor a tomar cuidado. Jesús deixa a esposa e três filhos, de 5, 6 e 12 anos.

Organização pede investigação

Anna Lee Stangl, diretora de advocacia da CSW e responsável pela equipe das Américas, lamentou a morte do pastor e pediu que as autoridades de Cartagena realizem uma “investigação completa e transparente” para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.

No dia 13 de outubro, o diretor executivo da organização, Scot Bower, também se reuniu com Gustavo Andrés Gómez Gaona, conselheiro de relações exteriores da Embaixada da Colômbia em Londres, no Reino Unido.

Durante o encontro, Bower entregou uma petição com mais de 1.600 assinaturas, pedindo ao governo colombiano que restabeleça medidas de proteção específicas para líderes religiosos que atuam em regiões ameaçadas por grupos armados e gangues.

De acordo com a CSW, em 2023, o governo retirou líderes religiosos de programas de proteção destinados a grupos vulneráveis.

Stangl agradeceu a Gómez Gaona por ouvir as preocupações da organização sobre o aumento da violência contra líderes religiosos no país. A CSW espera que o governo restabeleça o acesso desses líderes aos programas de proteção e aos mecanismos de segurança do Estado.

Segundo a CSW, pelo menos 10 líderes protestantes foram mortos e um padre católico foi sequestrado na Colômbia entre dezembro de 2024 e novembro de 2025.

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