Ezra Jin Mingri, o pastor da Igreja Zion, recebeu um importante prêmio de direitos humanos após enfrentar anos de perseguição do governo comunista na China.
A Fundação Lantos para Direitos Humanos e Justiça anunciou recentemente que Ezra foi escolhido para receber o Prêmio Lantos de Direitos Humanos 2026.
“Jin inspirou pessoas ao redor do mundo com sua coragem inabalável e fé inabalável diante da perseguição”, declarou Katrina Lantos Swett, presidente da fundação, em entrevista ao The Christian Post.
“Talvez ele não tivesse planejado se tornar um defensor incisivo do direito fundamental à liberdade de crença, mas esteve à altura da situação quando chamado a agir. Me sinto profundamente honrado em conceder o Prêmio Lantos a alguém que vive suas crenças e valores com tamanha plenitude e cujo exemplo deve inspirar cada um de nós a fazer o mesmo", ressaltou ela.
Igreja perseguida
Em outubro de 2025, o regime de Xi Jinping prendeu 30 líderes da Igreja Zion, incluindo o pastor Ezra, em operações noturnas em várias cidades chinesas.
A Zion foi fundada pelo pastor Mingri em 2007 com apenas 20 membros. Com o tempo, a congregação cresceu para aproximadamente 10 mil fiéis em 40 cidades, se tornando uma das maiores redes de igrejas domésticas do país.
Em setembro de 2018, a igreja foi proibida pelo governo após resistir à instalação de câmeras de vigilância em sua sede em Pequim. Desde então, muitas de suas filiais foram investigadas e fechadas, e os membros se reúnem ao ar livre, em casas ou quartos de hotel.
Ezra Jin foi liberto da prisão em julho deste ano, após pressões diplomáticas e apelos do presidente americano Donald Trump ao presidente chinês Xi Jinping.
Vivendo em liberdade com sua família nos Estados Unidos, agora o pastor pede que os outros oito líderes da Zion que ainda estão na prisão também sejam libertos.
Em defesa dos 8 líderes restantes na prisão
O líder declarou que se sente honrado por ter recebido o Prêmio Lantos e que espera que isso ajude a aumentar a conscientização sobre a perseguição contra cristãos na China.
"O Partido Comunista Chinês tem como alvo minha comunidade eclesiástica e tantas outras comunidades, abrangendo muitas tradições de fé e crença diferentes. É vital que pessoas ao redor do mundo se unam para defender maior liberdade religiosa para o povo chinês; esse direito é fundamental para qualquer sociedade pacífica e justa", afirmou ele, ao The Christian Post.
E enfatizou: "Estou especialmente focado em defender a libertação de oito de meus irmãos e irmãs da Igreja Zion, que continuam injustamente presos. Não vou parar de falar até que estejam livres e reunidos com seus entes queridos".
A Fundação Lantos concede o Prêmio de Direitos Humanos Lantos todos os anos desde 2009. Figuras públicas que já receberam a premiação incluem Elie Wiesel, Hillary Clinton, Ayaan Hirsi Ali e o Dalai Lama.
