Jed Hill cresceu com um pai negligente e violento, nos Estados Unidos. "Lembro das vezes em que chegávamos em casa e meu pai estava de mau humor e começava a nos bater e bater", contou ele, em entrevista à CBN News.
Nos anos 2000, Jed se tornou uma estrela em ascensão no futebol americano universitário. Em estádios lotados, milhares de torcedores gritando seu nome. A previsão era que seu futuro no esporte seria cheio de fama e sucesso.
Porém, o que mais o jovem desejava era receber atenção e amor de seu pai. "Eu achava que o amor era algo conquistado. O motivo pelo qual eu jogava futebol era porque, quando era mais novo, jogava futebol americano no quintal com meus irmãos. Eu percebia o quanto meu pai ficava feliz quando via a gente pegar um passe. Eu nem gostava de futebol, só fazia porque esperava que um dia meu pai dissesse que tem orgulho de mim”, revelou.
Carreira esportiva interrompida
Jed chegou a jogar na NFL, a liga profissional de futebol americano dos EUA. Mesmo assim, seu pai não reconhecia suas conquistas.
Mais tarde, o jogador sofreu uma grave lesão e precisou ficar fora dos campos. "A primeira coisa que gritei foi: 'Por quê, Deus? Por que você fez isso comigo?’. Isso me tirou de ser inscrito no recrutamento. Passei por uma reabilitação de nove meses”, relatou.
“Me senti vazio, completamente vazio. Me senti inútil. Num momento você se sente no topo do mundo, e no momento seguinte o mundo parece estar em cima de você”.
Enquanto passava pela reabilitação, Jed foi convidado para trabalhar como modelo. Ele acabou estampando várias capas de revistas de moda e também se tornou ator em Hollywood.
Mesmo conseguindo ter sucesso em outra área, ele ainda sentia o vazio de não ter a admiração e o amor do próprio pai.
"Eu chegava em casa e todo mundo ficava tão animado em me ver. Meu pai só sentava no canto, me olhava e às vezes balançava a cabeça como se eu tivesse feito algo vergonhoso. Lembro como isso doeu muito. Eu recebia elogios de outras pessoas. Eles me diziam como eu estava ótimo. Por outro lado, eu fiquei vazio e ainda machucado”, lembrou.
Vício após acidente
Logo depois, Jed enfrentou mais um obstáculo em sua vida. Enquanto dirigia sua moto para ir a uma audição de um filme, um carro ultrapassou o sinal vermelho e o atingiu. Ele foi levado ao hospital com as costelas quebradas e a mandíbula quebrada.
“Esse foi outro momento da minha vida em que eu gritei: 'Deus, por que você fez isso comigo? Não brinque na minha vida. Minha vida está indo tão bem, não preciso de você'", afirmou.
Em sua recuperação, o ator recebeu analgésicos potentes e acabou se viciando no remédio. Para sustentar o vício, Jed passou a vender drogas e a roubar.
Suicídio na prisão
O ator acabou sendo pego pela polícia e foi condenado à prisão. Com a vida destruída, Jed decidiu tirar sua própria vida.
"Eu só queria que a dor passasse. Amarrei os lençois no beliche de cima da minha cela naquela noite, e fiz três nós embaixo do pescoço, enfiei os pés debaixo do beliche de baixo. Me inclinei para frente e tirei minha própria vida”, disse.
Jed ficou sem batimentos cardíacos, foi socorrido e reanimado. Ele acordou no hospital após seis dias, desejando não ter sobrevivido.
Evangelizado por enfermeira
Mas tudo mudou quando uma enfermeira compartilhou o Evangelho com o homem: “Jed, se você for realmente honesto, sua vida pode ser diferente”.
“Ela me entregou uma pequena Bíblia do Novo Testamento. Lembro de estar ali sentado começando a pensar como estava mentido para mim mesmo, sem deixar ninguém saber pelo que estava passando. Minha visão de um Pai celestial estava tão nublada pelo meu pai terreno que eu não queria nada com Ele, mesmo que minha mãe às vezes nos obrigasse a ir à escola dominical e à igreja”, comentou.
“Então, lembrei de alguns versos quando era criança, como João 3:16: 'Todo aquele que crê Nele não pereça, mas tenha vida eterna’. Eu queria sentir o amor e a compaixão que nunca havia sentido antes. E esse momento me quebrou”, confessou.
Jed leu a Bíblia que a enfermeira lhe deu, foi alcançado pelo amor de Deus e entregou sua vida a Cristo.
“Eu tive que pedir desculpas a Deus. Ele não me fez um viciado em drogas. Ele não fez meu pai ser abusivo. Tive que revelar esse vazio na minha vida e entregá-lo a Ele, e agora o Espírito de Deus habita dentro de mim”, testemunhou.
O homem foi curado de sua dor emocional, se tornou pastor e levou seu pai a Jesus. “Eu estava pregando e meu pai veio ao altar, e aceitou Jesus em seu coração. Eu o perdoei 100%. Eu o amo”, afirmou.
E declarou: “Deus tem um plano redentor apesar de onde você esteve ou para onde acha que está indo. Ele tem um plano redentor para redimir, restaurá-lo e renová-lo”.
Caso você esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada como o CVV e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.
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