O artista Eduardo Kobra revelou a história por trás de uma de suas obras mais conhecidas em São Paulo, o mural “A Mão de Deus”, pintado no Minhocão. A obra nasceu em um dos momentos mais difíceis de sua vida, após a morte de sua filha Catarina.
“Eu vou contar mais um testemunho para vocês. Como Deus converteu um momento muito triste da minha vida em um momento de alegria”, disse o artista em um vídeo no Instagram.
Na última quinta-feira (17), Kobra contou que ele e a esposa, Andressa, aguardavam o nascimento de Catarina, a segunda filha do casal. Porém, a menina morreu 12 horas depois de nascer.
“Foi um momento de muita angústia, depressão e reflexão. O luto nos leva a lugares inimagináveis. E eu não conseguia mais pintar”, afirmou Kobra.
Foi nesse período que o artista buscou forças na Bíblia e decidiu voltar a pintar: “Criei forças, busquei na Palavra de Deus e fui pintar esse mural de 33 metros em São Paulo”.
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Anos depois, Kobra e Andressa vivem a expectativa pela chegada de outra filha. Grávida novamente, Andressa espera uma menina, que será chamada de Teodora.
Ao anunciar o nome da bebê, ele explicou o significado: “Teo” vem de Deus e “Dora” significa presente.
“Então, está chegando aí o presente de Deus nas nossas vidas. Deus abençoe vocês”, concluiu o artista.
Sobre o artista
Nascido em São Paulo, Kobra é conhecido por seus grandes murais, que podem ser encontrados em diferentes países. O artista já pintou obras em mais de 30 nações nos cinco continentes.
Em 2016, seu mural “Etnias”, criado para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, foi reconhecido pelo Guinness World Records como o maior grafite do mundo na época.
O artista começou sua trajetória ainda na adolescência, quando fazia pichações nos muros de SP. Com o passar dos anos, desenvolveu seu estilo e passou a produzir grandes obras em diferentes partes do mundo.
Kobra enfrentou uma trajetória desafiadora, marcada por superação e autodidatismo. Em 2022, ele realizou um de seus sonhos profissionais, que era pintar uma obra na fachada da sede da ONU, em Nova York.
Ao falar sobre sua trajetória, o artista também testemunhou sobre seu chamado artístico, recebido por meio de uma profecia: “A consequência disso é que hoje eu estou completando 57 murais só nos EUA. Na Itália, são cerca de 7, 8 murais. Pintei em mais de 30 países, nos cinco continentes”.
