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Lucena explica sua mudança para o Podemos: "Defender a agenda moral é inegociável"

O pastor e deputado Roberto de Lucena explica porque migrou do Partido Verde para o partido Podemos.

fonte: Guiame, Luana Novaes

Atualizado: Terça-feira, 12 Junho de 2018 as 6:26

Depois de dois mandatos como parlamentar na Câmara dos Deputados pelo Partido Verde (PV), Roberto de Lucena anunciou sua mudança para o partido Podemos (PODE) a fim de fazer parte de um novo projeto para o Brasil.

O pastor e deputado federal define sua trajetória no PV como bem-sucedida, mas revela que algumas discordâncias motivaram sua migração partidária. "Tínhamos divergências principalmente em relação à agenda moral, por exemplo, a defesa de descriminalização da maconha e do aborto", disse em entrevista ao Guiame.

Durante o período no PV, Lucena era amparado pela "cláusula de consciência", que permitia aos parlamentares realizarem a defesa de sua convicções na agenda moral sem sofrerem sanções por parte da direção partidária. Por outro lado, ele sentia que causava constrangimento a alguns companheiros devido às suas convicções.

"Pelo respeito a estes companheiros e também porque eu preciso estar num partido que tenha um projeto de país, nos deslocamos na janela de migração partidária para o Podemos, um partido onde a defesa das minhas convicções em relação à agenda moral não cria constrangimento", justificou o parlamentar.

Se envolver em um projeto de país, para Lucena, foi um dos grandes atrativos do Podemos. "Não se trata de um projeto inconsequente ou sem consciência das dificuldades que o Brasil enfrenta. Nós temos que pagar o preço, mas este preço é absolutamente necessário para que possamos fazer essa transição", explica.


Roberto de Lucena no lançamento do livro “Fé, Trabalho e Esperança”. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa)

"São quase 14 milhões de desempregados no País. Nós temos uma dívida pública que consome um terço do nosso orçamento de R$ 3,5 trilhões a cada ano. Nós temos uma previdência que hoje compromete quase 25% do nosso orçamento e uma capacidade de investimento quase próxima do zero", Lucena avalia.

Por outro lado, o parlamentar está em busca de realizar mudanças e enfrentar os desafios futuros. "Nós precisamos adequar a legislação para dar segurança jurídica à iniciativa privada, para que os investimentos apareçam, ao mesmo tempo em que nós precisamos reorganizar o Estado. Precisamos olhar para o Congresso Nacional e reduzir o número de deputados, senadores e ministérios", observa.

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