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Jovem acusado de matar cabeleireiro é condenado a 5 anos de prisão

Jovem acusado de matar cabeleireiro é condenado a 5 anos de prisão

Atualizado: Quinta-feira, 6 Maio de 2010 as 11:27

O 4º Tribunal do Júri da capital condenou o garoto de programa Olívio Lordelo Pastore, de 19 anos, a 5 anos de reclusão, inicialmente em regime semi-aberto, pela morte do cabeleireiro Ronan Ferreira, em março de 2009, no estacionamento do shopping New York City Center, na Barra da Tijuca. Por maioria de votos, o corpo de jurados, integrado por cinco mulheres e dois homens, considerou que o acusado praticou o crime sob o domínio de violenta emoção, em virtude de injusta provocação da vítima. Os jurados afastaram também os argumentos da acusação de que o homicídio tenha sido praticado com recurso que dificultou a defesa do cabeleireiro.

A sentença foi lida em plenário pelo juiz Fábio Uchoa, presidente em exercício no 4º Tribunal do Júri da capital, ao final do julgamento, por volta das 22h de terça-feira. Ainda de acordo com a decisão, o juiz manteve a prisão do acusado, que se encontra acautelado na Casa de Custódia de Itaperuna, na Região Norte do Estado.

Olívio Lordelo foi denunciado pelo Ministério Público estadual pelo crime de homicídio duplamente qualificado: motivo fútil e com recurso que impossibilitou a defesa do cabeleireiro. Para o MP, a versão apresentada pelo réu, que confessou o crime alegando legítima defesa, é fantasiosa. Durante o julgamento, o promotor Luciano Lessa disse que o cabeleireiro foi surpreendido por um golpe de faca no pulmão e na artéria aorta, resultando num choque hemorrágico e anemia aguda. O corte na região do tórax foi de oito centímetros de extensão, derrubando a alegação do acusado de que teria usado uma tesoura de cabeleireiro, fina e pontiaguda, que estava no porta-luvas do carro.

Dono do salão Ronan Cabeleireiros, localizado em uma galeria da Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, a vítima foi morta aos 48 anos com uma facada no peito na noite do dia 2 de março de 2009. Seu corpo foi encontrado na madrugada do dia seguinte, na mala do seu próprio carro, um Jeep Cherokee preto. Câmeras instaladas no shopping gravaram imagens do réu em companhia da vítima na noite do crime.

O corpo do cabeleireiro foi sepultado em Coxim, região norte do Mato Grosso do Sul, e, de acordo com amigos, ele fazia parte de uma família tradicional na cidade e era querido no meio artístico, tendo como seus clientes diversos atores e atrizes.

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