Traficantes cobram 'taxas' de igrejas para que continuem abertas, no México

Segundo um representante da Missão Portas Abertas, os traficantes de drogas estão exigindo um tipo de "imposto" dos líderes cristãos, o que corresponde a uma parte dos dízimos e ofertas.

fonte: Guiame, com informações da Portas Abertas

Atualizado: Sexta-feira, 3 Março de 2017 as 3:22

Traficantes de drogas no México. (Foto: SouthWorld)
Traficantes de drogas no México. (Foto: SouthWorld)

O México tem se encontrado atualmente em plena guerra intensa contra o tráfico de drogas, enquanto vários cartéis do país disputam este mercado ilegal que é o mais prejudicial, mas também o mais rentável do mundo.

O contexto tem gerado grande sensação de insegurança, sobretudo entre as igrejas, que também se tornaram alvos dos traficantes. A pressão do crime organizado sobre as comunidades cristãs é evidente, gerando medo por causa da violência e até mesmo, obrigando muitas congregações a realizarem suas atividades (ações de evangelismo e cultos) clandestinamente.

Segundo um dos líderes cristãos do país, esta realidade parecia distante para muitas cidades, mas agora tem se espalhado pelo restante do México.

"Estamos falando de lugares muito próximos à capital do país, o que significa que um problema que costumava ser típico das cidades do norte, que fazem fronteira com os Estados Unidos, está se tornando um problema para o resto do México", disse um dos líderes cristãos que não quis se identificar por motivos de segurança.

Uma das práticas que se tornou muito comum por parte dos traficantes com relação às igrejas é a "cobrança tributária", que consiste na exigência que as igrejas paguem aos cartéis, simplesmente para continuarem funcionando e com a permissão de realizar cultos e outras atividades.

"Os criminosos exigem uma espécie de ‘licença pública’ dos líderes cristãos, que devem pagar uma porcentagem das ofertas que entram. É como um tributo que garante o direito de manter a igreja aberta em determinados locais que são dominados por eles", explicou um dos colaboradores da Portas Abertas.

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