Igrejas correm risco caso ignorem o discipulado de crianças, alerta líder infantil

Segundo o líder do Awana, há uma diferença entre ministério infantil e discipulado de crianças.

Fonte: Guiame, com informações de Christian PostAtualizado: quarta-feira, 21 de setembro de 2022 às 13:02
Muitas igrejas estão deixando de lado o discipulado infantil. (Foto: Unsplash/André Ebrahim)
Muitas igrejas estão deixando de lado o discipulado infantil. (Foto: Unsplash/André Ebrahim)

Matt Markins, que é chefe da organização de discipulado infantil Awana — ministério cristão que discipula crianças para que amem e sirvam a Cristo — fez um alerta para as igrejas que não investem com o objetivo de discipular os pequenos.. 

Conforme a organização de pesquisa Barna Group, a maioria das pessoas formaram sua cosmovisão por volta dos 13 anos de idade. Por esse motivo, Matt acredita que é importante inserir o discipulado na formação infantil e não esperar até o ensino médio. 

Ele lembra que, no ensino médio, é justamente quando os adolescentes começam a abandonar a igreja. Matt disse ao Christian Post sobre a importância do Fórum de Discipulado Infantil de Awana, que vai acontecer entre os dias 22 a 23 de setembro, em Nashville, no Tennessee.

Sobre o evento

Espera-se que cerca de 500 pessoas participem do evento de dois dias que incluirá apresentações sobre pesquisas conduzidas por Awana e pelo Barna Group. 

Entre os palestrantes estão o pastor da Igreja da Transformação, Derwin Gray, a apologista e acadêmica Rebecca McLaughlin, o CEO do Barna Group, David Kinnaman, o professor do Grove City College, Carl Trueman, o teólogo Ray Ortlund, entre outros.

“As igrejas realmente precisam investir nas crianças. É o que estamos fazendo com as crianças de 8 anos”, disse. 

Em busca de uma fé duradoura

Outra pesquisa que Matt considerou significativa revela que 39% das crianças relataram ter pelo menos um adulto em sua igreja além de seus pais que “os conhece, os ama e cuida deles”.

Ele observou que essas crianças que estão sendo cuidadas espiritualmente se saíram melhor em assuntos como “engajamento bíblico”, “servir na igreja”, sentir que “pertencem à igreja” e continuar “a seguir a Cristo nos próximos anos”.

“Não há comparação entre as crianças que têm outro adulto envolvido com elas com as crianças que não têm”, acrescentou.

“Então, qual é o ponto para pastores e líderes? Se você cultivar uma cultura em sua igreja onde as crianças são conhecidas, amadas e cuidadas por outros adultos amorosos e atenciosos, você vai  desenvolver crianças que se tornam adolescentes, estudantes e jovens adultos que têm uma fé duradoura”, apontou.

O que a Igreja deve fazer?

No ano passado, durante o primeiro Fórum de Discipulado Infantil Awana, Matt disse que “foi dado o pontapé inicial” sobre a questão de ajudar a Igreja a passar do ministério infantil para o discipulado infantil

“Neste ano, o foco será no ministério infantil do ‘mapa antigo’ versus o ministério infantil do ‘mapa novo’ — como as igrejas podem mudar de um para o outro”, explicou. 

Matt definiu o mapa antigo como se concentrando mais no número crescente de membros e sendo “atraente”, enquanto o novo mapa é centrado no discipulado e sendo “mais formativo”.

“Como formamos uma fé duradoura nas crianças? O que a Igreja deve fazer para ajudar nisso?”, questionou Matt ao alertar que esse é um tema urgente e que as igrejas não podem mais fazer o que têm feito há duas décadas.

“Se continuarmos a olhar para o ministério infantil apenas através das lentes do entretenimento e do atrativo — como forma de atrair mais pessoas para nossa igreja — não vamos formar as crianças antes dos 13 anos para serem discípulos que fortalecem uma cultura cristã”, disse.

“Queremos construir um caminho para um futuro melhor. Mas se não tomarmos a decisão de avançar nessa direção, em algum momento a Igreja no Ocidente perceberá que está numa plataforma em chamas”, enfatizou. 

Fundada em 1950, Awana é uma organização de ministério infantil que possui uma programação que atinge milhões de crianças em cerca de 68.000 igrejas em mais de 130 países.

O nome Awana deriva da frase “Obreiros aprovados não se envergonham”, que alude a 2 Timóteo 2.15: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

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