Joyce Meyer comenta abusos na infância: "Meu pai me estuprou umas 200 vezes"

A escritora explicou que decidiu falar tão abertamente sobre o seu passado para encorajar pessoas que estejam passando por dificuldades e mostrar como Deus restaurou sua vida.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Terça-feira, 26 Abril de 2016 as 3:48

Joyce Meyer é escritora e palestrante. (Foto: Crossroads)
Joyce Meyer é escritora e palestrante. (Foto: Crossroads)

A renomada autora e palestrante cristã, Joyce Meyer revelou mais detalhes sobre os abusos sexuais que ela sofreu nas mãos de seu próprio pai desde a infância, compartilhando que ela foi estuprada pelo menos 200 vezes.

Em uma entrevista postada em seu site oficial, na última segunda-feira (25), Meyer admitiu que algumas das coisas que seu pai fez são muito pesadas para revelar ao público, mas disse que ela está compartilhando seu testemunho, com o objetivo de inspirar outras pessoas e dar-lhes a esperança de que a recuperação e a cura através são possíveis pelas mãos de Deus.

Embora Meyer tenha falado outras vezes sobre os abusos sexuais que ela sofreu quando criança, nesta entrevista mais recente, ela disse que usar o termo "abuso sexual" já não era mais suficiente e a verdade é que o seu pai a estuprou.

"Ele não me forçou fisicamente, mas através de mentiras, manipulação, implantação do medo e ameaças, eu ainda fui forçada", disse ela. "Meu pai me estuprou, inúmeras vezes, pelo menos 200 vezes".

Em um sermão, a escritora cristã detalhou as numerosas ocasiões e táticas que seu pai usara, durante sua infância para abusar dela - como quando sua mãe a ia às compras - ou quando ele a levava para a natação.

"Não havia nenhum lugar que eu sempre me sentisse segura, enquanto estava crescendo", disse ela.

Meyer revelou que seu pai também chegou a abusar de outras meninas.

"Ele queria que eu trouxesse meninas da escola para casa, para que ele pudesse abusar deles", disse ela.

Ela também revelou que seu pai abusou sexualmente da filha de um vizinho da família na época.

"Eu estava com vergonha dos meus pais", Meyer revelou, notando seu constrangimento como criança, devido ao que ela sofreu e pelo o que seu pai chegou a fazer também com outras meninas.

"O abuso sexual é tão vergonhoso que ninguém fala sobre isso. Ninguém sabe como falar sobre isso", Meyer afirmou, acrescentando que ela estava com muito medo de contar a alguém sobre a forma como ela foi maltratada durante sua infância.

A escritora também lembrou que ela vivia em uma "atmosfera controlada", onde seu pai a impedia de fazer qualquer atividades após a escola, inclusive receber um vestido ou um anel de formatura.

"Mesmo em bons dias, a atmosfera na qual vivíamos era super carregada com medo, porque eu nunca sabia o que poderia acontecer", acrescentou.

Além disso, ela foi forçada a fingir que era alguém que de fato ela não era, enquanto seu pai lhe dava materiais pornográficos para olhar, e perguntar-lhe como ela se sentia com aquilo.

"Para mim, ter que fingir que eu gostava de algo que eu desprezava, eu acho que foi uma das coisas mais prejudiciais", disse ela.


Restauração
Meyer compartilhou que parte da razão pela qual ela está falando tão abertamente sobre isso agora em seu testemunho é porque ela se sente grata pela libertação e restauração que Deus operou em sua vida, permitindo que ela não finja mais que "nada aconteceu".

"Literalmente, o que ele fez foi me estuprar, a cada semana, pelo menos uma vez por semana. Até eu completar 18 anos, meu pai, em quem eu deveria confiar, que deveria me manter segura, me estuprou pelo menos de 200 vezes", disse ela.

Apesar de tanto sofirmento, Meyer disse que ama sua vida agora, observando que ela tem quatro filhos crescidos com o marido, Dave, incluindo 10 netos.

"Como isso pode ter acontecido comigo, e eu estando aqui hoje, se Deus não estiver agindo?", ela perguntou à platéia.

"Eu quero que as pessoas saibam como Deus é bom, e que sua luta vale a pena, a jornada vale a pena. Não desista", disse enconrajando seus ouvintes.

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