“Ore pela paz de Deus”, pede jornalista cristão após atentados que mataram 49 em mesquitas

Atentados aconteceram em duas mesquitas e são considerados os piores da história da Nova Zelândia.

Fonte: Guiame, com informações do Premier ChristianAtualizado: sexta-feira, 15 de março de 2019 às 12:06
Vítimas são socorridas após ataques em mesquitas na NZ. (Foto: Reprodução/Premier)
Vítimas são socorridas após ataques em mesquitas na NZ. (Foto: Reprodução/Premier)

Os cristãos foram instados a orar pela Nova Zelândia após as notícias de que tiroteios em massa em duas mesquitas – Al-Noor e Linwood Masjid –em Christchurch, Nova Zelândia, que mataram 49 pessoas. Foram confirmadas que outras 48 vítimas estão “gravemente feridas”.

Autoridades detiveram três homens e mulheres que desativaram dispositivos explosivos.

Luke Western, diretor cristão e de conteúdo da Rhema Media na Nova Zelândia, disse ao Premier que ficou surpreso e entristecido com o ataque. “A Nova Zelândia é uma nação que ama a paz e tivemos um longo período de estabilidade política nos últimos dez anos”, disse.

Luke Western, jornalista cristão da Rhema Media. (Foto: Reprodução/YouTube)

Ele diz que a paz de Deus é necessária. “Eu creio que você só precisa orar – como nós, pela paz de Deus. Orar pelo conforto das famílias afetadas e por Christchurch, uma cidade que sofreu com os terremotos de 2011, que a atingiram tão duramente”.

Luke afirma que os moradores “ainda não se recuperaram completamnte disso. Ainda está havendo reconstrução em muitos lugares da cidade”.

“Este ataque é agora um segundo golpe para um coração já enfraquecido em toda a cidade. Ore por Christchurch, ore pela Nova Zelândia e ore pela paz de Deus sobre a situação”.

Depois de falar que o país recebe imigrantes refugiados “com braços abertos”, Luke disse que “isso é o que realmente magoa a psique, o batimento cardíaco do país. Eu não posso acreditar que isso possa acontecer em nosso solo”.

Motivações do crime

Suposto atirador do ataque em mesquita. (Foto: Reprodução/Premier)

As autoridades não esclareceram sobre os detidos. Mas um homem (foto acima) que reivindicou a responsabilidade pelo tiroteio deixou um cartaz de anti-imigração de 74 páginas, no qual ele explicou suas motivações pelo atentado. Ele disse ser australiano e ter 28 anos.

O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, confirmou que um homem de seu país é um dos suspeitos presos.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, chamou o ataque de “um dos dias mais sombrios da Nova Zelândia”.

Ela afirmou que os eventos em Christchurch representaram “um ato de violência extraordinário e sem precedentes” e reconheceu que muitos dos afetados podem ser migrantes e refugiados. Ela acrescentou: “Está claro que isso agora só pode ser descrito como um ataque terrorista”.

Nenhum dos suspeitos estava em nenhuma lista de vigilância.

Transmissão pela internet

O ataque, que foi transmitido ao vivo pelo atirador, mostra detalhes horripilantes. O atirador passa mais de dois minutos dentro da mesquita Al-Noor atirando indiscriminadamente contra homens, mulheres e crianças.

Na sequência, ele vai para a rua, onde atira aleatoriamente nas pessoas na calçada. O atirador volta para a mesquita, onde há pelo menos duas dúzias de pessoas deitadas no chão.

Depois ele volta e atira em uma mulher dentro da mesquita, antes de sair.

Houve um segundo tiroteio na Mesquita Linwood Masjid que a Sra. Ardern disse que matou dez pessoas.

O tiroteio é o mais mortífero da história do país.

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