Papa Francisco irá receber líder muçulmano que quer "construir pontes de paz"

Esta é a primeira vez que um papa se encontra oficialmente com um líder islâmico sunita de tão alto escalão. Fracisco e o Sheikh Ahmed al-Tayeb devem se reunir no Vaticano, na próxima segunda-feira (23).

Fonte: Guiame, com informações do Christian TodayAtualizado: sábado, 21 de maio de 2016 às 16:11
Papa Francisco acena para o povo durante sua chegada à Pração de São Pedro, no Vaticano. (Foto: Reuters)
Papa Francisco acena para o povo durante sua chegada à Pração de São Pedro, no Vaticano. (Foto: Reuters)

Papa Francisco está se preparando para receber no Vaticano, um dos líderes espirituais mais respeitados do mundo islâmico sunita. A reunião deve acontecer na próxima segunda-feira (23), de acordo com um porta-voz pontifício.

Esta é a primeira vez que um papa se encontra oficialmente com um líder islâmico sunita de tão alto escalão.

O Sheikh Ahmed al-Tayeb tem sido apontado como um "adversário ferrenho do extremismo islâmico", dizendo após os ataques em Paris, que "o terrorismo não é uma expressão que representa qualquer religião abraâmica", mas sim uma "doença intelectual e psicológica", que usa a religião como uma frente.

Ele também se encontrou anteriormente com o arcebispo de Canterbury, no Palácio de Lambeth e salientou o seu empenho para a construção de "pontes de paz".

Em um discurso de grande relevância, proferido durante uma conferência em Al-Azhar, em Fevereiro de 2015, al-Tayeb propôs uma reforma no ensinamento islâmico e afirmou que houve "um acúmulo histórico de tendências excessivas", que levaram algumas pessoas a "abraçarem o islamismo de uma forma equivocada".

As relações entre o Vaticano e o mundo muçulmano 'azedaram' depois que antecessor de Francisco, Bento XVI descreveu o islamismo como uma religião violenta. No entanto, Francisco e Al-Tayeb parecem dispostos a estreitar laços, enquanto o diálogo inter-religioso se mantém no topo da agenda papal.


Extremismo islâmico
Apesar do discurso de Al-Tayeb e a disposição de Francisco em buscar um diálogo entre as religiões, há quem discorde do imã sunita, afirmando que "o islamismo não é uma religião pacífica".

Segundo o escritor e pesquisador Nabeel Quresh - ex-muçulmano e atualmente convertido ao cristianismo - a jihad ('guerra santa') é de fato prevista e até mesmo 'justificada' no livro sagrado dos muçulmanos.

"Quando comecei a investigar, realmente acreditava que o contexto eram todos de batalhas defensivas no Corão. Mas quanto mais eu investigava, mais eu percebia que simplesmente não era o caso. O capítulo 9 do Corão é o mais violento. Fala sobre o arrependimento. É o mesmo capítulo que diz: 'Combatei os judeus e cristãos, até que eles paguem, humilhados, o tributo (9:29)", alertou.

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