Mulher faz pequena oração e sobrevive a ataque terrorista: "Estou sob Sua proteção, Senhor"

Margaret é uma das sobreviventes do ataque terrorista à Universidade de Garissa, no Quênia (2015), e disse que só está viva hoje por causa de um milagre.

Fonte: Guiame, com informações da Missão Portas AbertasAtualizado: terça-feira, 14 de março de 2017 17:48
Mulher chora a perda de colegas após ataque terrorista na Universidade de Garissa. (Foto: Reuters)
Mulher chora a perda de colegas após ataque terrorista na Universidade de Garissa. (Foto: Reuters)

Uma sobrevivente do ataque à Universidade de Garissa no Quênia tem emocionado com seu testemunho impactante de livramento.

Margaret* (nome fictício por motivos de segurança) disse recentemente, em depoimento à Missão Internacional Portas Abertas que só está viva hoje, devido às orações de cristãos, que talvez ela nem mesmo conheça.

Seu testemunho é inspirador e tem ajudado outros cristãos perseguidos a superar sua dor e buscar a cura da alma em Jesus Cristo.

No dia 2 de abril de 2015, militantes do grupo terrorista Al-Shabaab atacaram a Universidade de Garissa, situada próximo à fronteira do Quênia com a Somália. Cerca de 147 estudantes acabaram sendo assassinados e dezenas de pessoas ficaram feridas.

Margaret disse que gostaria muito de se esquecer da dor que sentiu naquele dia, vendo seus colegas serem assassinados pelos terroristas, mas sabe que isso nunca vai acontecer.

Naquela manhã - que morava no campus da Universidade - ela acordou para ir a uma reunião de oração com seus colegas - como já era de costume - mas se sentiu cansada e decidiu tomar um banho para despertar melhor. Como faltou água, ela teve que esperar um pouco e, meia hora depois, ouviu um som parecido com um tiro.

Margaret contou que não sabia o que estava acontecendo, mas ao mesmo também ouvia seus amigos orando incansavelmente e, por um instante, pensou que estava tudo bem. Então, novamente ouviu o som de mais um tiro e então veio a sensação de que algo ruim estava acontecendo naquele momento, dentro da instituição de ensino.


Caos
Em poucos instantes, o tumulto se tornou geral. Todos corriam desperadamente, tentando fugir e se esconder em algum local seguro. Margaret e suas colegas de quarto se esconderam debaixo das camas, pois não havia outra opção de esconderijo naquele momento. Elas ficaram ali por horas.

Ela contou que enviou uma mensagem para o celular de seus pais, pedindo que orassem por ela e explicando que a Universidade estava sob ataque. Eles tentaram ligar para ela, mas Margaret não atendeu, com medo de que os terroristas escutassem a conversa.

Por volta do meio dia, Margaret ouviu os gritos dos terroristas, vindos do pátio central: "Vocês devem estar se perguntando quem somos. Nós somos o Al-Shabaab e estamos aqui para dizer quem vai ganhar esse jogo. Sabemos que há pessoas escondidas e se quiserem salvar suas vidas, venham para fora".

Ela e suas amigas decidiram permancer em seus esconderijos e em pouco tempo descobriram ter feito a escolha certa, pois ouviram mais tiros, após verem pessoas atendendo às ordens dos terroristas.


Tensão

O som dos tiros se aproximou novamente dos corredores e Margaret soube que eles passariam de porta em porta, procurando por mais pessoas escondidas. Ela descreveu que o nervosismo era tanto que ela mal conseguia orar, mas conseguiu dizer apenas uma pequena frase: "Estou debaixo da sua proteção, Senhor" e ali ela ficou.

O som aterrorizante dos tiros e gritos parecia que iria durar uma eternidade eternidade, mas de repente tudo parou. Desta vez o silêncio se tornou estarrecedor.

Depois de um tempo, os terroristas partiram e a voz de uma policial gritava que tudo tinha acabado e que todos já poderiam sair de seus esconderijos.

Margaret atribui sua vida a um milagre, pois os terroristas simplesmente não a encontraram. Depois de longas 14 horas, ela saiu de seu esconderijo, se deparando com uma cena que jamais poderá esquecer: viu muitos de seus colegas mortos ou feridos por causa do ataque terrorista.

Mais de dois anos após o ataque, muitos dos sobreviventes e famílias das vítimas ainda lutam para se recuperar da dor gerada por aquele momento aterrorizante.

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