A promíscua relação Brasil-Irã

Brasil mantém relação próxima com o Irã, marcada por forte parceria comercial e alinhamento diplomático.

Fonte: Guiame, Silas AnastácioAtualizado: quinta-feira, 5 de março de 2026 às 17:37
(Print vídeo The Sun / AI)
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Antes de começar, vamos aos números:

O Irã ocupa a 10ª posição na lista da Portas Abertas em 2026 entre os países que mais perseguem cristãos no mundo. Essa colocação revela que a perseguição religiosa no país é considerada severa.

Segundo a Portas Abertas, a população iraniana é de aproximadamente 90,4 milhões de pessoas, das quais apenas 800 mil são cristãs — o que representa cerca de 0,9% da nação.

De acordo com estimativas oficiais, o Departamento de Estado dos EUA divulgou em 2021 que o Irã destina cerca de US$ 100 milhões por ano ao Hamas e a outros grupos extremistas. O país persa é reconhecido como um dos principais financiadores do Hamas, envolvido em uma das maiores guerras atuais no Oriente Médio contra Israel. Em diversas ocasiões, o Irã já ameaçou aniquilar o Estado israelense.

Além disso, o Irã é apontado como o maior financiador do Hezbollah, grupo que se uniu ao Hamas com o objetivo declarado de atacar os judeus. Na prática, quase todos os grupos extremistas da região convergem em torno da mesma meta: destruir Israel.

Embora o Oriente Médio seja marcado por conflitos sangrentos entre facções islâmicas — xiitas e sunitas —, quando o assunto é Israel, há uma união de forças contra o país.

O ativista judeu André Lajst, presidente do StandWithUs Brasil, denunciou em seu perfil no Instagram que mulheres iranianas vêm sendo estupradas, mutiladas e assassinadas pelo regime islâmico persa.

No cenário internacional, o Brasil mantém uma relação próxima com o Irã. Além de ser um dos maiores parceiros comerciais, há também alinhamento diplomático. Em 2023, segundo a CNN, mesmo diante da pressão contrária dos EUA, duas embarcações militares iranianas atracaram em território brasileiro.

Por se tratar de navios de guerra, a parada só foi possível mediante autorização da Marinha. Na ocasião, a embaixadora dos EUA no Brasil, Elizabeth Bagley, declarou:

“Esses navios, no passado, facilitaram o comércio ilícito e atividades terroristas e já tiveram sanções da ONU. O Brasil é um país soberano, mas acreditamos fortemente que esses navios não deveriam atracar em qualquer lugar.”

Esse episódio evidencia como o momento atual vivido pelo Brasil é politicamente e socialmente delicado, trazendo riscos tanto no âmbito nacional quanto internacional.

Diante disso, o primeiro passo é dobrar os joelhos e orar genuinamente pelo nosso país, clamando por uma regeneração espiritual e, sem dúvida, pela escolha correta de nossos líderes.

 

Silas Anastácio é fundador do Ministério Davar, evangelista e expositor bíblico com sólida atuação há mais de uma década em temas relacionados ao Estado de Israel e à comunidade judaica. Também desempenha papel estratégico nos bastidores da mídia evangélica, contribuindo para a articulação e divulgação de conteúdos que fortalecem os valores da fé cristã.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: Confederação Israelita do Brasil manifesta apoio a Israel contra o regime do Irã

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