Collins é condenada por trabalho escravo. Dep. Carlos Bezerra Jr. comenta decisão

"Por coincidência, a Collins é a próxima empresa a ser ouvida na CPI do Trabalho Escravo na Assembleia Legislativa"

Fonte: guiame.com.brAtualizado: quarta-feira, 1 de outubro de 2014 às 12:56
Collins
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CollinsO Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em São Paulo decidiu que a Collins tem responsabilidade solidária no cumprimento das obrigações trabalhistas com uma das costureiras empregada em 2009 em oficina de costura terceirizada pela grife em São Paulo.

O deputado estadual Carlos Alberto Bezerra Jr., criador da Lei Paulista contra o Trabalho Escrevo, escreveu em sua página no Facebook, sobre a condenação.

"A grife Collins foi condenada hoje por trabalho escravo pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.

É um caso que eu acompanhei de perto, em que a Defensoria Pública de São Paulo lutou pelos direitos trabalhistas de uma costureira devido à gravidade das violações aos Direitos Humanos.

Ela trabalhava 18 horas diárias de segunda a sábado sem intervalo para refeições, teve seus documentos confiscados e só recebia autorização para tomar um banho por semana.

Por coincidência, a Collins é a próxima empresa a ser ouvida na CPI do Trabalho Escravo na Assembleia Legislativa.

Caso emblemático de que a Justiça não fecha os olhos para terceirizações fraudulentas e lucro a qualquer custo."

Para Jonas Santana de Brito, desembargador e relator do caso, a decisão manda um “recado” para as empresas do setor têxtil: “Ao fazer um pedido para uma empresa menor, a empresa tem que saber quem vai produzir e de que forma será produzido. Não adianta alegar que não sabia como eram feitas aquelas roupas e acessórios”.

 

com informações do Repórter Brasil

 

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