Dois cristãos são espancados com barras de ferro e forçados a se converter ao Islã

Os dois irmãos paquistaneses foram sequestrados, espancados e ameaçados de morte por muçulmanos radicais.

Fonte: Guiame, com informações de Bitter WinterAtualizado: sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024 às 18:26
Azam Nasih mostra as marcas após o espancamento. (Foto: Reprodução/Bitter Winter)
Azam Nasih mostra as marcas após o espancamento. (Foto: Reprodução/Bitter Winter)

Azam Masih, um cristão de 28 anos, conhecido por suas atividades evangelísticas, trabalhava discretamente em seu pequeno comércio como alfaiate, no mercado em Kharota Syedan, que fica no vilarejo próximo à cidade de Sialkot, em Punjab, no Paquistão

De repente, um extremista muçulmano chamado Qasim Shah, que era conhecido na localidade, apareceu armado numa motocicleta. Ele sequestrou Azam e o levou para a casa de um parente, Sunny Shah.

Chegando lá, Azam descobriu que a gangue também havia sequestrado seu irmão mais novo, Nadeem Masih. Os dois irmãos foram brutalmente espancados com barras de ferro. Seus celulares e outros pertences foram roubados.

Forçados a gravar um vídeo

Os muçulmanos extremistas disseram que os irmãos seriam espancados até à morte caso não se convertessem ao islã. 

De acordo com o Bitter Winter, eles tiveram que recitar a profissão de fé muçulmana e depois foram forçados a gravar um vídeo afirmando que a sua conversão tinha sido espontânea.

Depois de liberados, os muçulmanos ainda fizeram ameaças dizendo que se retornassem à fé cristã seria um ato de apostasia e que seriam punidos com a morte. 

Coragem para denunciar

Os dois irmãos estão extremamente traumatizados. Azam e Nadeen tiveram o apoio da comunidade cristã local e dos ativistas nacionais dos direitos das minorias.

Junto da família, eles encontraram coragem para denunciar o que tinha acontecido à polícia, preenchendo um Relatório de Informação.

A polícia prendeu dois muçulmanos e um clérigo islâmico que alegadamente os teria incitado a organizar os raptos e as conversões forçadas. 

Se eles serão processados, se o vídeo obtido sob coação será analisado e se haverá uma punição justa, é outra questão.

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