"Se morrermos, morreremos por Jesus", diz jovem cristão sobre retorno ao Iraque

O jovem Youssif confessou que a vida de um cristão no Iraque não é fácil, mas está pronto a enfrentar as dificuldades.

Fonte: Guiame, com informações da Portas AbertasAtualizado: quarta-feira, 5 de setembro de 2018 às 15:49

O jovem Youssif tem celebrado o seu retorno à sua terra natal, em Qaraqosh, Iraque. (Imagem: Portas Abertas)

O retorno de cristãos à cidade histórica de Qaraqosh (Iraque) tem sido marcada por uma mistura de sentimentos, que vão de alegria por estar de volta para a terra natal, passando pelo alívio da expulsão do Estado Islâmico, até o medo da remanescência do extremismo e da intolerância religiosa na região.

Mas em meio a todo este turbilhão de sentimentos, um deles está sobressaindo: a esperança. O jovem Youssif é uma prova disso e destacou em um depoimento publicado pela Missão Portas Abertas a sua satisfação em retornar à sua terra, que havia sido tomada pelo Estado Islâmico em 2014.

Ele confessou que quando voltou, temia encontrar muitas dificuldades e ter que lidar com a falta de esperança em seu povo, já que muitas casas e igrejas haviam sido destruídas.

"Mas reconstruímos nossa vida aqui e eu estou na escola de novo. Desde que começamos a reconstruir, houve uma mudança para melhor. Em muito pouco tempo, as coisas ficaram melhores", diz o rapaz.

Youssif continua sentindo falta dos amigos, pois a maioria deles deixou o país e ainda não retornou. Mas atualmente faz bom uso do tempo, focando no futuro e não negocia seus momentos de devocional e idas à igreja.

"Eu não saio muito, não tenho uma vida ocupada, cheia de coisas. Mas se quero ser bem-sucedido, tenho que estudar muito. Apesar de o futuro ser incerto, agora eu tenho fé", afirma.

"Se morrermos, morreremos por Jesus"

Youssif reconhece que a vida de cristãos no Iraque pode não ser nada fácil, porém assegurou que os crentes iraquianos estão conscientes disso e estão munidos de muita coragem e fé para enfrentar as dificuldades que estão por vir.

“Nossa fé é maior do que pensamos. Descobrimos isso quando estávamos reformando nossas casas aqui em Qaraqosh. A vida pode ser dura, mas nossa fé nos ajudou a reconstruir", relata. "Ainda há medo, pois novos ataques podem acontecer. Pode haver medo, mas também há coragem entre os cristãos que escolheram ficar aqui. Se morrermos, morreremos por Jesus".

 

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