Uma pesquisa realizada com 14.933 evangélicos de todo o Brasil revelou como os participantes se posicionam diante de temas como casamento entre pessoas do mesmo sexo, legalização da maconha, igualdade entre homens e mulheres e a relação entre fé e ciência.
Os resultados fazem parte da Pesquisa Evangélica Nacional 2026, realizada pelo Instituto Valentes Intel com participantes das 27 unidades da Federação.
O levantamento indica que posições tradicionalmente associadas ao conservadorismo cristão convivem com outras percepções sobre questões sociais e científicas.
Casamento e maconha
Entre os entrevistados, 67,8% se posicionaram contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A oposição foi ainda maior quando os participantes foram questionados sobre drogas: 70% disseram ser contrários à legalização da maconha.
Os números, segundo o levantamento, mostram que o conservadorismo entre os evangélicos não se manifesta da mesma maneira em todos os assuntos analisados.
Igualdade entre homens e mulheres
Em outra questão apresentada aos participantes, 85,7% afirmaram defender direitos iguais para homens e mulheres.
O resultado aparece ao lado de posições mais conservadoras registradas em outros temas e ajuda a mostrar diferenças entre os valores e posicionamentos encontrados pelo estudo.
Fé e ciência
Outro resultado chama a atenção: 78,3% dos entrevistados consideram que ciência e fé se complementam.
O dado contrasta com a percepção de que fé cristã e conhecimento científico sejam necessariamente vistos como incompatíveis pelos evangélicos ouvidos no levantamento.
Segundo o Instituto Valentes Intel, um dos objetivos da pesquisa é justamente produzir dados sobre como o público evangélico brasileiro vive, pensa e se comporta, incluindo sua relação com política, tecnologia, cultura e diferentes questões da sociedade.
Retrato dos evangélicos
A pesquisa também encontrou diferenças de posicionamento entre gerações, inclusive no campo político. Por ser um tema distinto dos valores sociais tratados nesta matéria, esses dados podem ser analisados separadamente.
O estudo foi realizado por meio de questionário estruturado on-line e participação voluntária. A base final reuniu 14.933 respondentes autodeclarados evangélicos, após filtragem e validação dos dados.
Os resultados foram ponderados considerando sexo, região, escolaridade, renda e raça/cor, utilizando como referências o Censo 2022 do IBGE e a PNAD Contínua 2024.
