Apenas 29% dos pais americanos oram com os filhos com frequência, revela pesquisa

A pesquisa divulgada pela Sociedade Bíblica Americana mostrou que poucos pais mantêm hábitos espirituais frequentes com os filhos, como oração e leitura da Bíblia.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian PostAtualizado: segunda-feira, 18 de maio de 2026 às 13:58
Imagem Ilustrativa. (Foto: Pexels/March Production)
Imagem Ilustrativa. (Foto: Pexels/March Production)

Uma pesquisa recente revelou que menos de um terço dos pais nos Estados Unidos têm o hábito de orar frequentemente com os filhos. Apesar disso, pais mais jovens costumam se identificar mais como cristãos do que adultos da mesma idade que não têm filhos. 

Os dados fazem parte da segunda parte do relatório “Estado da Bíblia: EUA 2026”, divulgado pela Sociedade Bíblica Americana na última semana. Intitulado “Educando os filhos com a Bíblia”, o estudo analisou hábitos espirituais, o relacionamento das famílias com a Bíblia e a participação dos pais na vida religiosa dos filhos. 

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 27 de janeiro com 2.649 adultos americanos. Entre os entrevistados que são pais, apenas 29% afirmaram orar com os filhos diariamente (16%) ou com frequência (13%). Outros 21% disseram fazer isso às vezes, enquanto 15% relataram orar raramente e 35% afirmaram que não têm uma vida de oração.

"A maioria dos pais americanos está aberta à Bíblia, mas o comportamento não acompanhou essa abertura. Eles são curiosos, mas não profundamente engajados", disse John Farquhar Plake, diretor de inovação da Sociedade Bíblica Americana e editor-chefe da série "Estado da Bíblia", em um comunicado. 

"Esses mesmos indivíduos estão lidando com as pressões do trabalho, da família e o puro esgotamento de cuidar dos filhos", acrescentou. 

A rotina espiritual da família

A pesquisa também mostrou que, embora os pais se declarem mais interessados pela Bíblia do que pessoas sem filhos, poucos mantêm uma rotina consistente de leitura e estudo das Escrituras

John incentivou as igrejas a “investirem intencionalmente” nos pais que enfrentam uma fase difícil na vida:

"Com o apoio de sua igreja, esses cuidadores podem estabelecer ritmos revigorantes de oração e estudo das Escrituras com seus filhos e em seu próprio discipulado pessoal. Os pais carregam um fardo pesado, e todos nós na Igreja podemos ajudá-los a carregá-lo".

No entanto, entre os cristãos praticantes — aqueles que se identificam como cristãos, frequentam a igreja regularmente e consideram a fé muito importante — o cenário é diferente: 72% disseram orar com os filhos diariamente ou com frequência. 

Outro dado que chamou atenção foi a baixa frequência da leitura da Bíblia em família. Apenas 14% dos pais afirmaram ler as Escrituras com os filhos frequentemente ou todos os dias. Já 25% disseram fazer isso às vezes, enquanto 62% admitiram que raramente ou nunca têm esse hábito. 

Mais uma vez, os cristãos praticantes se destacaram: 45% afirmaram manter uma rotina frequente de leitura da Bíblia com os filhos. 

Sobre as experiências com a igreja, a pesquisa também mostrou que a maioria das crianças cujos pais frequentam uma congregação gosta de participar dos cultos. 

Entre pais com filhos de 2 a 5 anos, 72% disseram que as crianças gostam de ir à igreja. O percentual cai para 66% entre crianças de 6 a 12 anos e para 61% entre adolescentes de 13 a 17 anos. 

Conforme o estudo, os 92% dos pais que frequentam uma igreja se sentem apoiados e acolhidos pela liderança e os cristãos locais. 

Pais mais jovens se identificam mais com a fé 

Ao serem questionados sobre os maiores desafios da criação dos filhos, 10% dos pais citaram as necessidades espirituais das crianças como uma das principais preocupações.

As dificuldades mais mencionadas foram equilibrar trabalho e família (42%), evitar o esgotamento físico e emocional (27%), lidar com questões financeiras (27%), oferecer orientação sábia aos filhos (23%), estabelecer limites (19%) e disciplinar os filhos (19%). 

A pesquisa também revelou uma diferença entre pais e adultos sem filhos, especialmente entre os mais jovens. Os dados indicaram que a identificação com a fé cristã é maior entre aqueles que têm filhos. 

Entre os integrantes da Geração Z, 62% dos pais se identificam como cristãos, enquanto entre os que não têm filhos esse número cai para 44%. 

Entre os millennials (nascidos entre 1982 e 1996), 64% dos pais disseram ser cristãos, em comparação com 49% dos adultos sem filhos. 

Já entre os adultos da Geração X — nascidos entre 1964 e 1981 — a diferença foi bem menor. Entre aqueles que não têm filhos, 67% se identificam como cristãos, percentual próximo ao dos pais, que registraram 63%. 

Mais do Guiame

O Guiame utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência acordo com a nossa Politica de privacidade e, ao continuar navegando você concorda com essas condições